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Estado de Minas PANDEMIA NO BRASIL

COVID-19: 12 estados e o DF enfrentam superlotação de leitos de UTI

Levantamento expõe a situação alarmante em razão do aumento do número de casos da doença no país. Municípios retomam medidas rígidas pra conter transmissão


23/02/2021 10:45 - atualizado 23/02/2021 11:40

Leitos de UTI lotados em Manaus/AM em 20/05/2020. Levantamento expõe a situação alarmante de superlotação de leitos em 12 estados e no DF em razão do aumento do número de casos de COVID-19 no país(foto: Michel Dantas/AFP)
Leitos de UTI lotados em Manaus/AM em 20/05/2020. Levantamento expõe a situação alarmante de superlotação de leitos em 12 estados e no DF em razão do aumento do número de casos de COVID-19 no país (foto: Michel Dantas/AFP)

Doze estados brasileiros mais o Distrito Federal estão com lotação acima de 80% nos leitos de UTI da rede pública, segundo levantamento do jornal O Globo, divulgado nesta terça-feira (23/2), a partir de informações das secretarias estaduais de saúde. Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina e o DF apresentam taxas críticas na ocupação devido ao crescente número de casos de COVID-19 no país.

 

Segundo a reportagem, as internações causadas pelo novo coronavírus nos leitos do SUS cresceram 8,7% em dez dias. São cerca de 28,8 mil pessoas internadas na rede pública, entre enfermarias e unidades intensivas. No dia 12 de fevereiro, eram aproximadamente 26,5 mil internados.

 

O quadro mais dramático é o do Ceará, onde 94% dos leitos de UTI estão ocupados. O estado do Maranhão é o que apresenta a menor taxa de lotação de leitos hospitalares no país e o único com percentual abaixo de 60%, registrando ocupação de 56,60% na segunda-feira (22/02).

 

Em Minas Gerais, a taxa de ocupação geral de UTIs no estado é de 69,83%, sendo 1.353 internados com COVID-19, ou com suspeita da doença, em leitos de terapia intensiva do SUS no estado. A região do Triângulo tem 87,54% dos leitos ocupados.

 

Lockdown

 

Diante do aumento do número de mortes pela COVID-19 e da superlotação de leitos hospitalares, estados e municípios têm adotado medidas mais rígidas para impor o distanciamento social e tentar conter o avanço do coronavírus, num momento em que uma nova cepa do Sars-Cov-2 vem sendo identificada em diferentes localidades.

 

Um “lockdown total” deixou as ruas de Araraquara desertas. As restrições mais rígidas, entraram em vigor ao meio-dia de domingo (21/02), e se encerram na madrugada desta quarta-feira (24). Bancos ficaram fechados, supermercados só atenderam por delivery e a circulação de veículos e pessoas teve que ser justificada. As medidas foram impostas pela prefeitura diante da escalada de casos de COVID-19 no município, que já detectou casos da variante amazônica do vírus, e onde 98% dos leitos hospitalares estão ocupados.

 

A média local de mortes pela doença ficou em 14,5 a cada 100 mil habitantes nas duas últimas semanas, mais que o dobro do índice do estado de São Paulo.

 

Outros quatro municípios do interior paulista que ficam próximas a Araraquara também decretaram medidas de restrição. Os municípios são Américo Brasiliense, Boa Esperança do Sul, Rincão e Santa Lúcia. Com a decisão, além da paralisação de atividades não essenciais, as linhas de ônibus intermunicipais foram suspensas.

 

Também no interior de São Paulo, a prefeitura de São Bernardo do Campo anunciou que haverá toque de recolher na cidade a partir do próximo sábado (27/02), entre 22h e 5h. Além disso, o retorno às aulas presenciais, que estava previsto para 1º de março, ficou para dia 15 do próximo mês.

 

O estado de São Paulo registrou, no início desta semana, o maior número de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs), com COVID-19. O aumento do número de casos graves e a ocupação recorde dos leitos destinados ao coronavírus têm deixado as autoridades em alerta para a possibilidade de colapso em seus sistemas de saúde. Atualmente, a taxa de ocupação de leitos no estado está em 67,9%, um aumento de 5,6% em relação à semana anterior.   

 

Uberlândia, na região do Triângulo mineiro, teve novo recorde de mortes causadas pelo coronavírus nessa segunda-feira (22/2), com 19 registros, chegando a um total de 985 óbitos no município. Devido à alta demanda de pacientes, hospitais particulares da cidade suspenderam atendimentos. Os leitos da rede pública estão sendo readequados e consultas e serviços ambulatoriais direcionados para unidades básicas.

 

Em Chapecó, oeste de Santa Catarina, foi decretado toque de recolher entre 22h e 5h a partir dessa terça-feira (23/2), além do fechamento de estabelecimentos de atividades não essenciais. Segundo o prefeito João Rodrigues (PSD), que anunciou as medidas pelas redes sociais, a cidade vive “o pior momento da pandemia”. As medidas valem até o próximo domingo (28/2).

 

Também no oeste catarinense, o município de Xanxerê decretou “lockdown parcial” para conter o avanço dos casos de COVID. O hospital regional da cidade está superlotado. Entre as medidas, a circulação de pessoas entre 23 h e 5h está proibida. O decreto da prefeitura é válido até 1º de março.

 

Depois de quase cinco meses abertas, as praias de Salvador foram fechadas nesta quarta-feira (24/02) para tentar conter o colapso do sistema de saúde em razão dos casos de COVID-19.Hoje, 82% dos leitos de UTI da cidade estão lotadas. Em dois hospitais públicos, a ocupação chega a 100%.

O prefeito Bruno Reis (DEM) também anunciou o fechamento de clubes sociais, campos e quadras da capital baiana. O novo decreto valerá inicialmente por sete dias. Nos locais fechados, a iluminação será desligada e os acessos às praias bloqueados por tapumes.

 

Em Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, as praias já estão bloqueadas.

 


*estagiário sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira


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