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Estado de Minas REDES SOCIAIS

Internautas pedem boicote ao Coco Bambu após almoço com Bolsonaro

Apesar de o associarem às 100 mil mortes pela COVID-19, o encontro aconteceu na última quarta-feira (5)


09/08/2020 14:57 - atualizado 09/08/2020 15:27

Encontro aconteceu na última quarta-feira (5), no Palácio da Alvorada. (foto: Divulgação)
Encontro aconteceu na última quarta-feira (5), no Palácio da Alvorada. (foto: Divulgação)
A notícia de que o empresário Afrânio Barreira, fundador da rede Coco Bambu, foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para um almoço no Palácio da Alvorada, em Brasília, virou assunto no Twitter neste domingo (9). Os internautas pedem um boicote à rede de restaurantes e associam o fato à marca de 100 mil mortos pela COVID-19, alcançada no sábado (8).

''Na próxima vez que alguém sugerir ir ao Coco Bambu, pergunte: 'Aquele que celebrou as 100 mil mortes do Bolsonaro?''', escreveu um usuário da rede social. ''Eu até gosto da comida de lá, mas vou boicotar com prazer'', declarou uma internauta. ''Já comi nesse Coco Bambu e não como nunca mais. Boicote já!'', escreveu outro. O assunto ficou entre os mais comentados da rede social.

Apesar de ter ganhado visibilidade no final de semana, o encontro ocorreu na última quarta-feira (5). Além de Afrânio, também estiveram presentes diretores da rede de restaurantes e sócios, que levaram um almoço de frutos do mar e pescados para o presidente. O encontro foi agendado pela deputada federal Bia Kicis (PSL), ex-líder do governo no Congresso Nacional

''Nós não fomos reivindicar nada, apenas prestar nosso apoio ao governo e desejar boa sorte ao presidente para que consiga desenvolver um bom trabalho superando as dificuldades nesses tempos de pandemia'', comentou Afrânio Bezerra, que entregou a Bolsonaro um exemplar do Anuário Coco Bambu, com a descrição e fotos de todos os restaurantes.

A rede de restaurantes começou como uma pastelaria, há 31 anos, e se especializou em pescados e frutos do mar. Chegou até a abrir uma operação em Miami, mas fechou as portas no primeiro ano. Desde o início da campanha eleitoral, o então candidato à presidência da República Bolsonaro contou com a simpatia e apoio do grupo cearense, a exemplo de outros gigantes do setor econômico, como a rede de lojas Havan.

''Nós somos um dos maiores grupos empresariais do setor de alimentação do país, então é natural que torçamos para que o Brasil avance e aumente o número de empregos'', disse Beto Pinheiro, um dos quatro sócios da rede na Capital, presentes ao almoço. Os outros três foram Daniel Chehab, Eilson Studart e Igor Fernandes. Os cinco empresários estiveram no Palácio da Alvorada acompanhados de suas respectivas mulheres. A primeira dama Michele Bolsonaro, que se recupera da COVID-19 em isolamento.
 
 
 
 
 


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