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Estado de Minas

Dória diz que vacina chinesa contra COVID-19 chega em janeiro

Governador de São Paulo projeta retorno à 'normalidade' já a partir de abril


27/07/2020 10:18 - atualizado 27/07/2020 12:57

(foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
(foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
Otimista, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), disse nesta segunda-feira (27) que a vacina CoronaVac - desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac com o Instituto Butantan - estará disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) apartir de janeiro de 2021. 



"Isso é uma realidade. Estou na minha sala, no Palácio Bandeirantes, com a vacina aqui na minha mão. A caixa da vacina. Vinte mil doses já estão aqui", afirmou o gestor paulista. em entrevista à Rádio Itatiaia. 

Segundo Dória, a terceira fase de testes do imunizante, que teve início em 20 de julho, deve ser concluída até outubro. Se os resultados forem satisfatórios, a produção em larga escala terá início na segunda quinzena de novembro.  

"No máximo, nos primeiros dias de dezembro. Ela (a vacina) poderá ser aplicada já no início de janeiro no SUS, gratuita para toda a população. O Instituto Butantan, que é o maior produtor de vacinas do hemisfério sul do planeta, com alta qualificação e respeitabilidade internacional, fornecerá as vacinas ao Ministério da Saúde, que distribuirá aos estados. É a melhor notícia que poderíamos ter, para que possamos voltar ao normal. Ao normal real. Abril do ano que vem já teremos, com toda segurança, a imunização e a tranquilidade para celebrar festas, atividades, eventos musicais ou esportivos", projetou o dirigente. 

A terceira etapa dos testes envolve 9 mil profissionais de saúde que atuam na linha de frente da COVID-19 no Distrito Federal e em 6 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Em Minas, os experimentos são conduzidos pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da UFMG. A instituição selecionou 800 participantes. De acordo com o governador, mais de 1,1 milhão de voluntários se inscreveram para participar do estudo. 

Produção e eficácia

O acordo assinado pelo Instituto Batantan e o laboratório Sinovac Biontech prevê imediata produção da vacina tão logo sua eficácia seja comprovada. Serão, inicialmente, 100 milhões de doses. Destas, 60 mihões ficarão no Brasil. As demais serão enviadas a Pequim. 

Segundo o Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (ICB), a CoronaVac usa o Sars-CoV-2 (vírus da pandemia) purificado e inativado para estimular a produção de anticorpos contra a COVID-19. É o mesmo princípio de outras vacinas já disponíveis do mercado, como a da gripe e a da poliomelite. 

Os resultados das fases 1 e 2 dos testes, considerados promissores, foram publicados na Revista Science em maio. Realizados em ratos, primatas não-humanos e camundongos, os estudos pré-clínicos mostraram que o a vacina foi capaz de induzir a produção de anticorpos neutralizantes contra dez estirpes representativas do novo coronavírus. 


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