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Estado de Minas MEIO AMBIENTE

Amazônia: Área devastada por dia equivale a 1,9 mil campos de futebol

Pesquisa indica que bioma foi o mais desmatado do país, representando 63% dos 3.339 hectares derrubados por dia em 2019


postado em 26/05/2020 14:56 / atualizado em 26/05/2020 15:10

(foto: Reprodução/PixaBay)
(foto: Reprodução/PixaBay)
O MapBiomas divulgou nesta terça-feira (26) o Relatório Anual do Desmatamento. De acordo com o documento, a Amazônia perdeu média de 2.110 hectares de floresta por dia em 2019, área equivalente a cerca de 1,9 mil campos de futebol (medida oficial da Fifa). O bioma foi o mais devastado do país, representando 63% dos 3.339 hectares derrubados por dia.
 
O texto ainda diz que apenas 0,5% da área de desmatamento detectada em 2019 está dentro da legalidade. Foram desmatados em média 3.339 hectares por dia ou 139 hectares por hora no Brasil.

O Cerrado e Amazônia aparecem somando 96,7% da área desmatada em 2019. A floresta perdeu cerca de 2.110 hectares por dia ou 87,92 por hora. Já o Cerrado, perdeu em média 1.119,6 hectares por dia, o equivale a cerca de 46,65 por hora.
 
A pesquisa também chama atenção para o Pantanal. O bioma possui a maior média de área desmatada por alerta, com 77 hectares, seguindo do Cerrado com 55 hectares e a Amazônia, que tem a média de 16 hectares por dia.  

O estudo ainda aponta que apenas 0,2 do total de alertas e 0,5% da área de desmatamento detectada em 2019 estão dentro da legalidade. 15,6% do desmatamento ocorreu em terras indígenas e unidades de conservação.

Vale ressaltar que o texto ainda indica que 37% das terras indígenas brasileiras tiveram alerta de desmatamento em 2019.


Reunião Ministerial

Em vídeo divulgado da reunião ministerial feita no dia 22 de abril, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o governo deveria aproveitar o momento em foco da sociedade e da mídia voltada para a COVID-19 para mudar regras que podem ser questionadas pela Justiça.
 
"Enquanto estamos neste momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de COVID-19, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De IPHAN, do ministério da Agricultura, de ministério de Meio Ambiente, de ministério disso, de ministério daquilo. Agora é hora de unir esforços para dar de baciada a simplificação, é de regulatório que nós precisamos, em todos os aspectos", afirmou o ministro.

Ricardo Salles ainda disse que a mudança nas regras ligadas à proteção ambiental seriam mal vistas pelo Congresso e por isso seria mais fácil adiantar todo o processo. "Tem uma lista enorme, em todos os ministérios que têm papel regulatório aqui, para simplificar. Não precisamos de Congresso", disse o ministro do Meio Ambiente.
 
*Estagiária sob supervisão da editora Liliane Corrêa
 


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