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Estado de Minas ESTUDO

Pesquisa avalia impacto da pandemia de COVID-19 na saúde mental

Por meio de um questionário serão verificados, entre outros, quadros de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático


postado em 26/05/2020 13:51 / atualizado em 26/05/2020 14:37

Os profissionais de saúde estão entre o público-alvo do estudo que está sendo feito por médicos, psicólogos e cientistas(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Os profissionais de saúde estão entre o público-alvo do estudo que está sendo feito por médicos, psicólogos e cientistas (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Uma equipe de médicos, psicólogos e cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Brasileira de Impulsividade e Patologia Dual (ABIPD) se reuniu para avaliar a influência do novo coronavírus na saúde mental da população e dos profissionais de saúde.

Qualquer adulto brasileiro pode participar respondendo questões sobre sua história de vida, saúde, hábitos, sentimentos e comportamentos antes e durante a pandemia da COVID-19.  

O estudo é baseado em um questionário on-line, em uma plataforma com grande controle de segurança. Todas as informações pessoais são confidenciais e não poderão ser utilizadas para objetivos diferentes do proposto na pesquisa. Segundo os colaboradores do estudo, caso o usuário se sinta desconfortável, “poderá abandoná-lo de onde estiver ou mesmo escolher enviá-lo em branco”. 

De acordo com a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG e integrante da pesquisa, Débora Marques, este é um “momento agudo da vivência do estresse e é importante observar se houve impacto” na saúde mental da população.

Além de verificar os quadros de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático, esperados devido à pandemia, será avaliado como as pessoas com diagnósticos prévios estão lidando com este momento inusitado no cenário mundial. 

Busca pela representatividade

Mais de três mil pessoas já responderam às perguntas disponíveis no site, mas, segundo a professora, é necessário um número ainda maior. Para ela, a população deve ser representativa quanto às diferentes regiões, gêneros e situações da pandemia, já que o país é muito heterogêneo, principalmente em relação ao número de casos e de óbitos provocados pelo novo coronavírus.

Os participantes receberão um relatório de retorno sobre seu quadro, desde que manifestem interesse. Além disso, também terão que voltar a responder ao questionário após seis, 12 e 18 meses, para avaliar se os impactos da pandemia permaneceram, minimizaram ou só apareceram tempos depois de encerrada.

A coleta das respostas será interrompida quando houver queda na quantidade de casos e óbitos da COVID-19 no Brasil. 

Os resultados da pesquisa serão públicos, servindo de suporte para as decisões de instituições públicas para situações semelhantes e serão comparáveis aos dados de outros países. As evidências por eles apresentados serão publicadas em revistas nacionais e internacionais indexadas.
 
*Estagiário sob supervisão da subeditora Kelen Cristina


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