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Coronavírus: Twitter cria alerta para fake news sobre a COVID-19

Tarja em conteúdo duvidoso vai redirecionar o leitor para informações de fontes verificadas sobre o assunto


postado em 11/05/2020 17:09 / atualizado em 11/05/2020 18:18

Tuítes que contenham informação duvidosa sobre o coronavírus vai carregar uma tarja de alerta sobre o conteúdo(foto: Twitter/Divulgação)
Tuítes que contenham informação duvidosa sobre o coronavírus vai carregar uma tarja de alerta sobre o conteúdo (foto: Twitter/Divulgação)
O Twitter anunciou nesta segunda-feira, 11, que está ampliando sua política para conter a disseminação de conteúdo falso em relação à pandemia da COVID-19. A empresa vai incluir alertas em alguns tuítes com informações controversas ou enganosas sobre a COVID-19.

 

As novas tarjas vão fornecer links para mais conteúdos verificados e confiáveis nos casos em que o risco de danos do tuíte não seja grave o suficiente para ser removido, mas as pessoas possam ficar confusas ou induzidas, explicou o Twitter em um post. 

 

Também haverá novos alertas que informarão ao usuário de que o conteúdo publicado tem informações contrárias às orientações de especialistas em saúde pública. O Twitter informou que passará a classificar o conteúdo perigoso sobre a COVID-19 em três categorias: informações enganosas, afirmações questionáveis e afirmações não confirmadas, com medidas que irão de um alerta sobre o conteúdo até a remoção da postagem.

Os avisos também farão com que o alcance dos tuítes seja limitado, ou seja, as postagens serão "punidas" pelo algoritmo para que cheguem a menos pessoas do que poderiam chegar se não houvesse o alerta.

Em março, o Twitter apagou duas publicações do presidente Jair Bolsonaro nas quais o chefe do Executivo aparecia cumprimentando pessoas em comércios de rua, contrariando as medidas de isolamento social recomendadas por especialistas. Bolsonaro tornou-se o terceiro líder mundial a ter conteúdo removido da rede social. Antes dele já haviam sido censurados pelo Twitter posts do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e do aiatolá Ali Khamenei, líder do teocrático Irã.

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