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Estado de Minas CORONAVÍRUS NO BRASIL

Mourão mostra preocupação com informais e diz que ações contra coronavírus devem ser 'sem paixões'

Vice-presidente da República defende que medidas sejam tomadas em conjunto pelas áreas médica e econômica


postado em 26/03/2020 21:31 / atualizado em 26/03/2020 21:45

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB)(foto: Alan Santos/PR)
Vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB) (foto: Alan Santos/PR)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta quinta-feira que a avaliação das ações de combate ao coronavírus devem ser debatidas e adotadas ‘sem paixões’. Em entrevista à CNN Brasil, Mourão disse que todas as medidas devem ser tomadas em conjunto pelas áreas médica e econômica do governo para, ao mesmo tempo, conter a disseminação da doença, e evitar uma crise financeira.

“Transcorridos esses primeiros 15 dias de medidas mais coercitivas que foram deflagradas em todo o país, que se faça uma avaliação sem paixões, buscando delimitar as áreas onde realmente está concentrada a epidemia e a forma como ela vem se difundindo. O Brasil é um país continental. Temos cinco países aqui dentro. Já li que o genoma do vírus sofreu algumas mutações aqui. Após esse período, a área médica, a área técnica, junto com a área econômica têm que analisar e trazer linhas de ação para que o presidente e demais decisores, no caso dos estados, possam tomar as melhores medidas”, afirmou o vice-presidente.

Hamilton Mourão demonstrou preocupação especial com trabalhadores informais, que vivem de ‘bicos’. Para o político, mesmo que o governo forneça alguma espécie de ajuda, como o ‘coronavoucher’, não seria o suficiente para a subsistência das famílias.

“Vamos colocar aí dois ou três meses nesse isolamento total em um país cuja economia estava começando a se reerguer, tínhamos uma massa de 12 milhões de desempregados e outros 30 milhões vivendo do bico. Como está essa turma do bico hoje? Aquela turma que saía todo dia de manhã para vender água no sinal, vender bala no trem. Essa turma hoje não tem recurso. Por mais que o governo busque colocar R$200, R$300, não vai surtir o efeito desejado. Vai ser um paliativo durante alguns momentos. Essa é a preocupação do governo federal”, concluiu.


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