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Estado de Minas COVID-19

Máscaras são obrigatórias em serviços de saúde e transporte de BH até 2023

Secretaria de Saúde prorrogou medida anunciada em meados de novembro; aumento na positividade de testes foi apontada como justificativa


02/12/2022 14:32 - atualizado 02/12/2022 14:55

Pessoas de máscara em postos de saúde
Diante de aumento de casos de COVID, máscaras voltaram às rotinas em postos de saúde da capital, como este, no Barro Preto (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
A obrigatoriedade do uso de máscaras no transporte coletivo e em unidades de saúde de Belo Horizonte foi prorrogada até 3 de janeiro de 2023. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (2/12) pela secretária municipal de Saúde, Cláudia Navarro, que justificou a decisão com o aumento na positividade dos testes para COVID-19 na capital.

O equipamento já estava sendo exigido desde 18 de novembro, quando a secretária apontou um aumento de 15% na positividade dos testes em uma semana. A medida valeria por apenas 15 dias, mas teve de ser prorrogada diante da escalada de novos casos.

“Para que Belo Horizonte não volte a apresentar problemas assistenciais como falta de leitos, aumento de casos mais graves e até mesmo óbitos, prorrogamos o uso obrigatório das máscaras. Em novembro, percebemos um aumento de 5% para 33% da positividade dos testes para detecção de Covid-19 realizados nas unidades próprias do município”, justificou Cláudia Navarro. 

Antes da primeira medida, BH ficou cerca de três meses sem que o equipamento fosse exigido em qualquer circunstância, ainda que seu uso fosse recomendado, em especial para públicos de alto risco.

Dados publicados no boletim epidemiológico da prefeitura na quinta-feira (1/12) mostram que o número de casos de COVID registrados na cidade na segunda quinzena de novembro foi mais de sete vezes superior ao computado na primeira metade do mês.

Entre 1º e 16 de novembro, a cidade teve 636 novos casos da doença, ao passo que, entre 17 de novembro e 1º de dezembro, foram 4.907 casos positivos para coronavírus registrados em BH.

Enquanto isso, os números da vacinação na cidade estão estagnados. Na quinta-feira, a prefeitura se manifestou dizendo que não tem doses para ampliar a cobertura da quarta dose, ou segunda dose de reforço, na cidade. Desde o fim de junho, o público-alvo se restringe a moradores com mais de 40 anos e, mesmo dentro dessa faixa etária, a cobertura é deficitária, só 38,9% completou o esquema vacinal, o que indica que mais de 700 mil pessoas já poderiam estar em dia com o calendário de proteções, mas não o fizeram.

Onde as máscaras são obrigatórias

A recomendação é que as máscaras sigam sendo usadas, especialmente por pessoas no grupo de risco e com sintomas gripais. Segundo o decreto, é necessário usar máscaras nos seguintes espaços:

  • Hospitais
  • Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)
  • Unidades Básicas e Secundárias de saúde
  • Serviços móveis de urgência
  • Consultórios médicos
  • Clínicas especializadas (odontologia, quimioterapia, radioterapia, hemoterapia, litotripsia, bancos de células e tecidos humanos, reprodução humana assistida, diálise e nefrologia)
  • Serviços de vacinação e imunização humana
  • Serviços de diagnósticos abertos ao público (laboratórios de análises clínicas, exames por imagem, por registros gráficos e métodos ópticos)
  • Pontos de ônibus
  • Ônibus
  • Metrô
  • Transporte por aplicativo
  • Táxis
  • Transporte escolar


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