(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas MANIFESTAÇÃO

Atingidos pela lama da Samarco protestam e fecham MG-129 em Mariana

Após quase sete anos do rompimento da barragem, manifestantes protestam sobre o reassentamento que ainda está em obras


10/08/2022 09:30 - atualizado 10/08/2022 12:05

Manifestantes na rodovia segurando faixas
Manifestação na MG-129, na manhã desta quarta-feira (10/8) (foto: Reprodução/MAB)
Manifestantes atingidos pela barragem de Fundão, no Complexo Industrial de Germano, em Mariana, na Região Central de Minas, fecharam a MG-129, na manhã desta quarta-feira (10/8), em protesto contra a Samarco Mineração, empresa controlada pela Vale e BHP Billinton. A rodovia dá acesso às mineradoras Samarco e Vale.

O movimento, organizado junto ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), reúne cidadãos com faixas que protestam sobre o reassentamento, ainda em construção, quase sete anos após o rompimento da barragem. 

"A Vale mata rio, mata peixe, mata gente. Não foi acidente", gritam os manifestantes em protesto, enquanto carregam faixas com as frases: "A casa dos atingidos está desabando. Queremos indenização"; "Queremos a bacia Rio Doce sem fome". 

"Milhares de trabalhadores perderam fonte de renda e ainda não foram indenizados ou tiveram retorno das condições para a prática do trabalho. Os atingidos aguardam por medidas de reparação em relação à saúde, ao acesso à água, além de outros problemas que surgiram depois de 2015", publicou o MAB nas redes sociais.

 
 
Em contato com a Fundação Renova, a instituição informou que, às manifestações que vêm ocorrendo desde o final de junho, %u202Ftêm impedido a %u202Fcontinuidade regular da construção dos reassentamentos devido aos bloqueios na estrada, uma vez que os colaboradores e os materiais ficam sem acesso aos canteiros de obras. Segundo a fundação,%u202Fa%u202Fparalisação%u202Ftambém afeta os atendimentos%u202Fprogramados às demais%u202Ffamílias nos canteiros e%u202Fcompromete o cronograma de entrega%u202Fdo%u202Freassentamento.%u202F 

Confira a nota da Fundação Renova:


A Fundação Renova considera legítima qualquer manifestação pacífica popular, coletiva ou individual e reafirma que estabelece o respeito e%u202Fo%u202Fdiálogo%u202Fcomo práticas norteadoras%u202Fde suas ações.%u202FNo entanto, considera%u202Fque%u202Fnenhum direito individual se sobrepõe ao direito coletivo de centenas%u202Fde%u202Ffamílias de atingidos e que%u202Fnão é possível haver qualquer tipo de negociação mediante ações que%u202Fviolem o direito de ir e vir de terceiros, trazendo%u202Friscos para as pessoas.%u202F%u202F 

A reparação conduzida pela Fundação Renova se encontra em um momento de avanços consistentes nos programas que tiveram definição clara pelo sistema de governança participativo. 

A Fundação Renova reforça que segue comprometida com os trabalhos de reparação e compensação. Já foi concluída a implantação da restauração florestal em áreas onde houve depósito de rejeitos. Uma área equivalente a 28 mil campos de futebol será reflorestada em terrenos não impactados por meio de editais de reflorestamento no valor de mais de R$ 800 milhões em Minas Gerais e no Espírito Santo.  

A água do rio Doce se encontra em condições similares às anteriores ao rompimento e pode ser consumida após tratamento. 


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)