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Estado de Minas MARIANA

'Dia de Minas' vai homenagear 55 personalidades neste sábado (16)

Entre os homenageados, estão uma das advogadas dos atingidos de Mariana e uma liderança indígena Krenak, também dos povos afetados pela barragem do Fundão


15/07/2022 12:12 - atualizado 15/07/2022 17:10

Cíntia Ribeiro Freitas e Mônica dos Santos
Advogada Cíntia Ribeiro Freitas ao lado de Mônica dos Santos, primeira atingida de Mariana a entrar em uma corte para falar do desastre em Londres (foto: Redes sociais)

O "Dia de Minas", celebrado em 16 de julho, é tradicionalmente conhecido como a data em que a capital de Minas Gerais é transferida simbolicamente de Belo Horizonte para Mariana. Em 2022, a cidade comemora 326 anos de história e homenageará 55 pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da região, do estado e do país.

As festividades do "Dia do Estado de Minas Gerais" se iniciam às 9h de sábado (16/7), com uma missa no Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Às 10h ocorrerá uma cerimônia cívica oficial na Praça da Sé para homenagear os escolhidos.

Entre as personalidades está a advogada Cíntia Ribeiro Freitas, fundamental na defesa dos atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão, em novembro de 2015. O desastre que envolveu as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton deixou 19 mortos, dezenas de desabrigados no distrito de Bento Rodrigues e mais de 200 mil atingidos.

"Receber essa honraria representa  a consagração de um trabalho sério e coletivo dos advogados mineiros na busca incessante pela reparação justa para o Desastre Ambiental de Rompimento da Barragem de Fundão. Por isso essa medalha deve ser partilhada com todos os integrantes do Comitê de Cidadania e Conciliação da OAB para Mariana, e para todos os advogados que lutam pela justa reparação da bacia hidrográfica do Rio Doce", conta Cíntia.

No último dia 8 de julho, o tribunal britânico definiu que a causa poderá ser julgada no país europeu, em virtude de a BHP Billiton, empresa que controlava a barragem com a Vale, ser britânica.

Cíntia Freitas acompanhou neste ano o pronunciamento de Mônica dos Santos, a primeira atingida a entrar na corte de Londres para relatar o ocorrido.

Além da advogada, ainda será homenageado o líder indígena Euzileny Tormiak Krenak, também da luta dos atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão.

*Estagiária sob supervisão do subeditor Rafael Arruda


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