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Estado de Minas AULAS ADIADAS

Escolas particulares de BH pressionam a prefeitura: 'Tratamento injusto'

Decreto vale para qualquer atividade presencial em instituições de ensino regulares com crianças de 5 a 11 anos


28/01/2022 12:07 - atualizado 28/01/2022 17:49

Sala de aula em segundo plano e, em primeiro plano, um recado, fixado na porta, com os dizeres 'ambiente higienizado'
Em um primeiro momento, atividades presenciais serão retomadas em 14 de fevereiro (foto: Marcos Vieira/EM/DA Press)
A suspensão das atividades presenciais em Belo Horizonte envolvendo crianças de cinco a 11 anos de idade, oficializada a partir de decreto publicado nesta sexta-feira (28/1), não foi vista com bons olhos pelas escolas particulares da capital de Minas Gerais. "Terminantemente contra a suspensão", diz trecho de comunicado divulgado hoje por escolas particulares do estado.
 
"Nossa capital e nosso estado são reconhecidos pelas melhores, mais preparadas e qualificadas instituições particulares de ensino do país", diz trecho de nota do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (SinepeMG).  
 
"As instituições particulares de ensino, junto ao SinepeMG, desenvolveram planejamento e preparação como nenhum outro segmento que demanda acolhimento de grande número de pessoas. Diferentemente de BH, nenhuma capital brasileira adiou suas atividades presenciais para seus estudantes", complementa. 
 
De acordo com o Executivo municipal, a medida foi tomada por conta de um novo aumento de casos de COVID-19 na cidade e pelo fato de todas as crianças desta faixa ainda não terem sido contempladas com a primeira dose do imunizante contra o coronavírus. 
 
"Fica suspensa, até 13 de fevereiro de 2022, a realização de aulas e demais atividades presenciais destinadas a crianças da faixa etária de 5 a 11 anos, em instituições de ensino públicas e privadas", diz trecho do decreto publicado hoje.
 
O decreto, portanto, adia em duas semanas a volta às aulas presenciais das crianças de cinco a 11 anos em BH e vale para qualquer atividade presencial em instituições de ensino regulares. As demais idades podem frequentar normalmente as aulas presenciais, o que não inviabilizará o funcionamento de algumas instituições até 13 de fevereiro. 

Pressão 

 
O SinepeMG afirma, ainda, que solicitou uma reunião formal com a prefeitura de Belo Horizonte para abordar "o tratamento diferenciado e injusto orientado para o segmento educacional". "(O setor de educação) mais uma vez afirmamos, é o que mais se preparou e o que tem uma das atividades mais nobre entre todas: formar e desenvolver, integralmente, o ser humano", afirma o sindicato.

Até então, somente crianças de cinco a 11 anos com comorbidades e de 11 a 9 sem comorbidades foram contempladas com a primeira dose do imunizante. BH aguarda novas remessas de vacinas para, até meados de fevereiro, concluir a primeira etapa de imunização desta faixa etária.
 

Cuidados em outros locais

 
As crianças de cinco a 11 anos, com limitações relativas às instituições de ensino, ainda podem continuar frequentando outros espaços, como clubes, praças e parques. O médico infectologista Carlos Starling, integrante do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da Prefeitura de Belo Horizonte, alerta que os cuidados devem ser tomados, com acompanhamento devido de responsáveis.
 
"Basicamente, são os cuidados de manter o distanciamento, não muda. Os cuidados fora do ambiente escolar são os mesmos, evitar aglomerações, manter uso de máscara, higiene. É respeitar essas regras, as regras de cada espaço. Os responsáveis devem manter também os cuidados, que são bem preconizados. É manter regras sanitárias para cada local específico", afirmou, ao Estado de Minas


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