
"Vamos receber a dose de reforço na primeira quinzena de janeiro. Quando vier a imunização para as crianças, estaremos na fila"
Carla Chagas Rodrigues Meireles, moradora de Sabará e mãe de duas filhas
A esperança está mais viva do que nunca: enraizada nos corações, florescendo nos pensamentos, pronta para gerar os frutos do futuro. E alimentar o presente. Neste primeiro dia do Ano-Novo, os desejos universais convergem para o fim da pandemia, o avanço contínuo da ciência, a cura para o mal da ignorância e a paz entre os homens, com empenho maior dos de boa vontade. Em todo esse caminho, a esperança em dias melhores precisa triunfar – é no que acreditam piamente tanto os cientistas como profissionais de outras áreas e demais residentes na capital e cidades do interior de Minas.
Moradores de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Dalton Meireles Martinho e Carla Chagas Rodrigues Meireles têm fé num mundo melhor em 2022. Casados há 11 anos, eles são pais de Camila, de 7, e Carolina, de três meses. “A caçulinha foi gerada e nasceu durante a pandemia. Então redobrei os cuidados, pois, além da gravidez, tenho contato direto com a minha avó materna, Augusta Pereira Chagas, completou 101 anos em 2 de novembro. Convivemos nesses dois extremos do tempo, e quero que minhas filhas tenham saúde e compreendam a importância do convívio familiar em suas vidas”.
Na manhã de ontem, na casa da família no Centro Histórico de Sabará, Dalton, mecânico, e Carla, servidora municipal, contaram que a terceira dose da vacina contra o coronavírus está próxima. “Vamos receber a dose de reforço na primeira quinzena de janeiro. Quando vier a imunização para as crianças, estaremos na fila”, garantiu Carla. Certos de que convivem com as “joias”, que são as filhas, e a outra “preciosa centenária, a vovó Augusta”, Dalton e Carla mantêm a confiança em Deus e querem crer na solidariedade humana para vencer obstáculos. “Estar mais próximo dos outros só nos faz bem”, assegura Dalton.
Na manhã de ontem, na casa da família no Centro Histórico de Sabará, Dalton, mecânico, e Carla, servidora municipal, contaram que a terceira dose da vacina contra o coronavírus está próxima. “Vamos receber a dose de reforço na primeira quinzena de janeiro. Quando vier a imunização para as crianças, estaremos na fila”, garantiu Carla. Certos de que convivem com as “joias”, que são as filhas, e a outra “preciosa centenária, a vovó Augusta”, Dalton e Carla mantêm a confiança em Deus e querem crer na solidariedade humana para vencer obstáculos. “Estar mais próximo dos outros só nos faz bem”, assegura Dalton.
Vitória

Já em Pará de Minas, na Região Centro-Oeste de Minas, o momento é de grande alegria para a cuidadora de idosos Zilda Evangelista da Silva, que completará 64 anos em 13 de janeiro. “Jamais perdemos a fé e a esperança na cura, na ciência, pois são elas que nos movem”, diz o filho único de Zilda, Samuel Evangelista Ramos Vieira, de 37, que trabalha na Santa Casa BH e reside em Contagem, na RMBH."É ou não é para ter esperança? Minha mãe entra em 2022 com saúde e confiança. Voltou a trabalhar e está 'doidinha' para dançar forró"
Samuel Ramos, de Pará de Minas
Diagnosticada com câncer aos 40, Zilda viveu todo o calvário provocado pela doença até a retirada, em 2013, de útero, ovário e trompas. Na sequência, soube que o abdômen apresentava metástase. "Em 2015, minha mãe começou a usar a bolsa de colostomia, com a qual nunca se acostumou, e recebeu do médico a notícia de que teria apenas dois anos de vida”.
Confiante em Deus e na intercessão do Padre Libério (sacerdote mineiro, que viveu de 1884 a 1980 e se encontra em processo de beatificação), Zilda teve a boa notícia, em 2017, de que os tumores haviam reduzido. Melhor ainda em outubro último, ao saber que não precisaria mais usar a bolsa de colostomia. “É ou não é para ter esperança? Minha mãe entra em 2022 com saúde e confiança. Voltou a trabalhar e está ‘doidinha’ para dançar forró, que ela adora”, revela Samuel.
