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Estado de Minas IMPASSE

Sem acordo, discussão entre Kalil e empresas de ônibus vai para a Justiça

Prefeito de Belo Horizonte não deu detalhes das exigências, mas sintetizou pedido do sindicato patronal como 'impossível'


16/12/2021 19:25 - atualizado 16/12/2021 19:47

Passageiros entram em ônibus
Prefeitura e empresas de ônibus de BH seguem sem entrar em acordo (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press.)
A Prefeitura de Belo Horizonte e as empresas de ônibus que compõem o transporte público da cidade vão conversar na Justiça. Nesta sexta-feira (16/12), uma reunião entre o prefeito Alexandre Kalil (PSD) e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) terminou sem acordo, e o caso agora será tratado pela via judicial.

"Infelizmente, não houve acordo, não tem acordo. Nós vamos para a Justiça, e o que a Justiça determinar, a prefeitura vai cumprir. Achamos que estávamos caminhando, mas realmente não encontramos caminho. Não há uma mesa de negociação, há uma imposição, e se quiserem, se forem entrar em grave, parar ônibus, isso aí a gente tem a Justiça. Todo esforço vai ser feito, inclusive agora na Justiça", disse Kalil, durante entrevista coletiva após a reunião, na prefeitura.

O objetivo dos encontros era viabilizar alguma fonte de custeio para o sistema de transportes na capital mineira, que beira o colapso, de acordo com o Setra-BH. Esta foi a quarta reunião  – a terceira somente nesta semana – para tratar do assunto. Kalil relembrou que o assunto do transporte público voltou à estaca zero, com manutenção do valor da tarifa a partir de decisão judicial, por exemplo.

"Já foram negadas as duas liminares que os empresários pediram, tanto de revisão de contrato, quanto a da tarifa. Esperamos que a Justiça proteja a população, que faça o que tem que ser feito. Vamos conversar com o juiz, vamos conversar com a Justiça, para ver o que nós vamos chegar, a que ponto vamos chegar. Sai da mão da prefeitura agora, sai da mão do empresariado agora, e agora vamos resolver esse assunto na Justiça. Não houve jeito, não houve acordo, então, infelizmente tentamos de todo jeito, estamos há horas conversando, reunidos, não houve nada", disse Kalil.

Dados da prefeitura dão conta de que cerca de 10% dos usuários têm o benefício, como idosos, estudantes, carteiros, oficiais de Justiça, entre outras categorias profissionais, e usuários com deficiência física, auditiva, visual, mental, autismo e doentes renais em tratamento. O prefeito não deu detalhes dos pedidos do Setra-BH, mas disse que este percentual de gratuidade poderia ser reduzido a partir de alguma ação da prefeitura.

"Vamos esperar a decisão judicial, não tem aumento, não tem revisão tarifária, não tem nada porque a Justiça está segurando tudo lá, e faz muito bem. Vamos aguardar a decisão judicial para colocar os números na mesa e conversar e tentar chegar a um denominador comum. Entendemos o lado do transporte, mas entendemos o lado da população. Estávamos dispostos a regulamentar de alguma forma essa gratuidade, de ajudar nisso, mas o que pedem é impossível", completou. 


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