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Estado de Minas CIÊNCIA

Dois mineiros estão entre 21 pesquisadores do Brasil mais citados no mundo

Conforme avaliação realizada por consultoria britânica, docentes brasileiros figuram entre os 6.600 pesquisadores mais citados no planeta


22/11/2021 22:21 - atualizado 23/11/2021 00:31

Os professores Adriano Nunes Nesi, à esquerda, e Francisco Murilo Zerbini
Os professores Adriano Nunes Nesi, à esquerda, e Francisco Murilo Zerbini integram a edição 2021 da Highly Cited Researchers (foto: Arquivo pessoal)

Os professores e engenheiros agrônomos Adriano Nunes Nesi e Francisco Murilo Zerbini são os únicos mineiros presentes na lista Highly Cited Researchers – uma avaliação da consultoria britânica Clarivate Analytics que elenca os pesquisadores mais citados e influentes do mundo. Os docentes, que lecionam na Universidade Federal de Viçosa (UFV), estão entre os 6.600 pesquisadores de vários países, em 22 áreas do conhecimento.
 
Divulgada desde 2014, a edição 2021 do levantamento foi publicada no último dia 16. Ao todo, o Brasil está representado com 21 estudiosos de 12 instituições.
 
 
A lista é elaborada a partir de uma coleta de dados feita na Web of Science, uma das bases de dados de citações e referências mais respeitadas a nível global. Logo, os selecionados pertencem a um grupo dos mais mencionados por seus pares nos últimos 10 anos.
 
De acordo com informações da universidade, o professor Adriano Nesi, que leciona na instituição desde 2010, foi pesquisador no Instituto Max-Planck de Fisiologia Molecular de Plantas, na Alemanha. Seus estudos estão relacionados, especialmente, ao metabolismo de carboidratos e interações entre o metabolismo mitocondrial e outras vias metabólicas em plantas.
 
Em 2014 e 2015, Nesi também foi considerado um dos cientistas mais influentes do mundo na categoria Plant & Animal Science em lista divulgada pela agência de notícias Thomson Reuters, a quem a Clarivate Analytics pertencia até 2016.
 
Já o professor Murilo Zerbini, que atua na UFV há 27 anos, se dedica à virologia vegetal. Atualmente, os estudos do docente têm como objetivo compreender os mecanismos que favorecem a transferência de vírus de plantas não cultivadas para plantas cultivadas, bem como a emergência de novos vírus em plantas cultivadas.
 
Além de ser presidente do International Committee on Virus Taxonomy, Zerbini coordena o Laboratório de Ecologia e Evolução de Vírus da UFV – um dos credenciados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) para a realização de testes de detecção da COVID-19.
 
No ano passado, Nesi e Zerbini também estavam entre os 100 mil cientistas mais citados, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Stanford, nos EUA, e publicado pelo Journal Plos Biology.
 

Países com maior número de pesquisadores citados

 
Os Estados Unidos são o país com maior número de pesquisadores mencionados: 2.622 ao todo. Em seguida, aparecem a China, com 934, e o Reino Unido, com 492. A Universidade de Harvard (EUA), que obteve 214 pesquisadores citados, é a instituição com maior número de representantes.
 

USP é a universidade do Brasil com maior número de docentes citados

 
Sete docentes da Universidade de São Paulo (USP) estão entre os pesquisadores mais influentes do mundo. Figuram na classificação os professores André Russowsky Brunoni, Renata Bertazzi Levy e Raul Dias dos Santos Filho, da Faculdade de Medicina; e Geoffrey Cannon, Maria Laura da Costa Louzada, Carlos Augusto Monteiro e Eurídice Martínez Steele, da Faculdade de Saúde.
 
Além da Universidade Federal de Viçosa, a Universidade Estadual de Campinas e o Instituto Federal do Rio de Janeiro tiveram dois pesquisadores mencionados.
 
As universidades federais do Piauí, do Rio Grande do Sul, de Santa Maria, de Pelotas, de São Carlos, a Universidade Federal Fluminense, o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária tiveram um pesquisador citado cada.


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