UAI
Publicidade

Estado de Minas REGISTRO CIVIL

Minas: pandemia faz total de mortes aumentar 7,9% em 2020 em relação a 2019

No primeiro ano de pandemia do coronavírus, foram 151.733 óbitos registrados em todo o estado; por outro lado, número de nascimentos caiu 3,5%


18/11/2021 13:28 - atualizado 18/11/2021 15:45

Vista de cemitério
Do total de mortes em 2020, 55,5% correspondem aos homens (84.719) e 44,4% às mulheres (67.830). (foto: Helena Ponte/Agência IBGE Notícias)
 
O início da pandemia do coronavírus em 2020 representou um crescimento de óbitos em Minas Gerais. De acordo com dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nas estatísticas de Registro Civil, o estado registrou 151.733 mortes no ano passado, uma expansão de 7,9% se comparado a 2019. Por sua vez, os nascimentos caíram 3,5% em relação a 2019, com um total de 248.448 certidões expedidas no ano passado.
 
Do total de mortes em 2020, 55,5% correspondem aos homens (84.719) e 44,4% às mulheres (67.830). Há ainda 24 óbitos registrados de sexo ignorado (0,1% do total). A faixa etária com mais mortes no ano passado foi de 80 a 84 anos (18.025), seguido por 75 a 79 anos (16.671) e 70 a 74 anos (15.928). Foram notificadas 740 mortes de crianças recém-nascidas com menos de um dia. 

As causas que mais dizimaram vidas no ano passado em Minas foram naturais (139.528) – nesse grupo se encaixam as vítimas por COVID-19 –, seguida por violenta (8.278) e causa ignorada (4.767).

O local mais frequente das mortes em Minas em 2020 foram os hospitais (110.572). Depois, vem os domicílios (32.836), vias públicas (4.406), outros locais (3.972) e desconhecido (787). 

O IBGE apontou que o número de casamentos teve queda acentuada em Minas Gerais no ano de início da pandemia. Foram 77.862 registros, com retração de 26,1% se comparado a 2019. Os casamentos do mesmo sexo foram apenas 502: 38,4% em relação ao ano anterior das medidas de quarentena.

As estatísticas são publicadas desde 1974 pelo IBGE, fornecendo informações relativas aos fatos vitais. Os dados de divórcios ocorridos no país foram incorporados ao conjunto de temas a partir de 1984, e os casamentos de pessoas do mesmo sexo, a partir de 2013.  
 

Média nacional 


Minas Gerais foi um dos estados que tiveram alta de óbitos abaixo da média nacional, que ficou em 14,9% e foi a maior desde 1984. O número de óbitos registrados no Brasil passou de 1.314.103 em 2019 para 1.510.068 em 2020. Com 4% a mais que em 2019, o Rio Grande do Sul também registrou variação mais baixa que o restante dos demais estados da federação. 

Paraíba, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Tocantins ficaram bem próximos da média do país (todos em torno de 14,5%). Os outros cinco estados abaixo da média foram: Bahia (13,1%), Rio Grande do Norte (12,6%), Piauí (12,6%), Paraná (10,5%) e Santa Catarina (9,4%).

Já as maiores variações foram observadas no Amazonas, de 31,9%, e no Pará, de 27,9%. E outras sete unidades federativas tiveram variação acima de 20%: Mato Grosso (27,0%), Distrito Federal (26,6%), Roraima (25,6%), Maranhão (23,8%), Rondônia (23,2%), Ceará (20,6%) e Amapá (20,0%).

“A alta no número de óbitos observada entre 2019 e 2020 foi muito fora do comum quando vemos como foi esse movimento nos anos anteriores. Olhando desde 1984, mesmo que as séries mais antigas não sejam comparáveis com as atuais, pois o índice de sub-registro era muito alto, é possível observar que nunca antes tivemos uma variação acima de 7% de um ano para outro. Sendo que, em geral, o incremento ficava abaixo ou em torno de 3%. De 2010 a 2019, a média de variação foi de 1,8%”, analisa a gerente da pesquisa, Klívia Brayner.
 

Nascimentos 


O IBGE apontou que os registros de nascimentos no Brasil caíram 4,7% novamente em 2020, após a redução de 3% em 2019. Foram 2.728.273 registros de nascimentos no ano passado, sendo que, desse total, 2.678.992 se referem a crianças nascidas em 2020 e registradas até o 1º trimestre de 2021. Cerca de 2% (49 281) são nascidos em anos anteriores ou com o ano de nascimento ignorado. 

Outra estatística apontada pela pesquisa é de que as mulheres estão cada vez mais adiando a maternidade. Em 2000, os registros de nascimentos cujas mães tinham menos de 30 anos eram 76,1% do total. Em 2020, por sua vez, caíram para 62,1%. Já os registros de nascimentos cujas mães têm de 30 a 39 anos, em 2000 eram 22,0%, chegaram a 34,2% em 2020. 




receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade