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Estado de Minas VOLTA DOS DESFILES

Mais da metade de verba para carnaval vai custear estrutura em Uberlândia

Carnaval de rua na cidade do Triângulo Mineiro não era realizado desde 2016; Para 2022, receberá verba de R$ 1 milhão da Prefeitura


15/11/2021 18:24 - atualizado 15/11/2021 18:33

Desfile de escola de samba de Uberlândia em 2016
Último desfile em Uberlândia foi em 2016 (foto: Divulgação/Prefeitura de Uberlândia)
Com liberação de R$ 1 milhão para o carnaval de Uberlândia em 2022, agremiações estimam que 60% do valor liberado para 2022 serão usados em estrutura da festa. Será a primeira celebração do tipo com apoio da Prefeitura desde 2016. O valor foi aprovado pela Câmara de Vereadores, após envio de projeto de Lei de autoria do Executivo.
 
De acordo com o vice-presidente de Associação das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Uberlândia (Assosamba), Antônio Marcos, existe uma interpretação errada do valor repassado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. O montante servirá tanto para custear a estrutura quanto os desfiles de escolas e blocos.
 
“Toda a estrutura, como arquibancada e banheiros, por exemplo, vai ser paga com essa verba. Isso dá mais de R$ 600 mil e o restante é para escolas e blocos montarem os desfiles. Em anos anteriores, já tivemos mais de R$ 1,2 milhão, por exemplo”, disse o representante da Assossamba.
 
Ele explicou ainda que em quatro dos últimos cinco anos, o carnaval local foi feito dentro das comunidades e não uma grande festa única. Isso aconteceu por pendências jurídicas entre a Assossamba e o município. Antônio Marcos disse que houve com a mudança da diretoria da associação, foram sanadas as dívidas e questões burocráticas.
 
Em 2021 não houve qualquer celebração por causa da pandemia.
 

Crítica

Houve críticas quanto ao projeto de Lei em si e também em relação à realização do carnaval na cidade. O texto, por exemplo, estava na pauta de sexta-feira (12/11) na Câmara de Uberlândia, mas houve dúvidas se realmente seria discutido. No final, acabou sendo aprovado com 16 votos favoráveis. Por causa da pandemia, houve quem criticasse a realização da festa.

“Não queremos que as coisas fujam do controle. Se houver qualquer surto, nem fazemos a festa. Mas a vacinação está andando, estádio, igreja, eventos políticos estão acontecendo. O carnaval, que é movimento cultural, não pode?”, questionou o vice-presidente da Assosamba.


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