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Estado de Minas Tragédia anunciada

Intervenção da PM evita tragédia no Bairro Paquetá, em BH

Homem mantinha mulher e filho do casal sob cárcere privado; eles não podiam sair de casa


30/10/2021 13:48 - atualizado 30/10/2021 16:41

Bairro Paquetá, Região Norte de BH
Bairro Paquetá (foto: Euler Júnior/EM/D.A Press )

 A ação de policiais militares, comandados pelo sargento Leon, impediu uma tragédia no Bairro Paquetá, Região Norte de Belo Horizonte. Ao invadirem uma casa na Rua Suzana Maria, prenderam um homem, LFPP, de 31 anos, em surto psicótico, que ameaçada a vida de sua mulher, PSA, de 30, e do filho do casal, de apenas 5. Ele responderá por sequestro e cárcere privado.


Tudo começou com LFPP, que circulava de carro, um Brava vermelho, pelas ruas do bairro, dando tiros para o alto. Foi quando a irmã de PSA ligou para a Polícia Militar, pedindo ajuda.


Quando os policiais chegaram à sua casa, ela contou que seu cunhado, que tinha problemas psiquiátricos, estaria em surto. Temia pela vida da irmã e do sobrinho, passando, então, o endereço do casal.


Quando os policiais chegaram ao local, foram recebidos com um tiro e uma voz, de dentro da casa bradou: “Bota a cara pra fora, alemão”. Diante da situação, os policiais tentaram argumentar com LFPP, mas ele não respondia.


Foi solicitado apoio ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Quando eles chegaram, fizeram uma tentativa de negociação, mas o agressor nada respondeu. Os policiais tinham cautela por saberem que dentro da casa estavam a mulher do homem e o filho do casal, o que foi confirmado pelos policiais.


Decidiu-se, então, pela invasão da casa. Os policiais arrombaram o portão de entrada e logo chegaram ao quintal da residência. Nesse instante, a porta foi aberta por PSA, permitindo a entrada dos policiais, que imediatamente prenderam LFPP.


No momento em que os policiais militares entraram na casa, LFPP passou a xingá-los e ofendê-los, tendo cuspido no rosto de um militar. Junto ao botijão de gás, os militares encontraram o revólver com que o home atirara neles.


A triste história


Em depoimento aos militares, PSA contou que a vida dela e do marido era marcada por atritos, brigas e discussões, e que, no começo do ano, ela decidiu se separar dele, tendo, inclusive, registrado uma queixa que teve como consequência a decretação de uma medida protetiva contra LFPP.


No entanto, em agosto, eles reataram e voltaram a viver na mesma casa, depois que LFPP demonstrou ter melhorado. Ela então retirou a queixa contra o marido.


Na noite de quinta-feira, no entanto, PSA estava em casa, dormindo com o filho de 5 anos, quando escutou o marido batendo no portão e aos berros, chamando-a. Surgiu aí uma informação que surpreendeu os policiais, a de que ela não tinha a chave da casa, e que vivia trancafiada com o filho.


“Eu perguntei a ele por que ele não abriu o portão, já que tinha as chaves?”, disse PSA. A partir daí, LFPP entrou e passou a xingar e ameaçar a mulher, mandando que se calasse. E que, por isso, teria permanecido calada durante todo o tempo em que a PM tentou negociar.


LFPP foi levado para o Hospital Odilon Behrens, onde permanece internado, na ala de psiquiatria. PSA foi levada à Delegacia Especializada de Proteção à Mulher, e lá, em seu depoimento, surpreendeu, pois disse à delegada que as informações dos policiais eram falsas e, que em momento algum, foi ameaçada pelo marido. O filho do casal foi entregue à guarda do avô paterno.


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