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Estado de Minas MINISTÉRIO DA SAÚDE

Cobertura Vacinal: 450 crianças de Sete Lagoas vão participar de pesquisa

Cobertura vacinal no Brasil tem caído muito nos últimos anos e Ministério da Saúde quer entender as razões dessas quedas e seus fatores associados


07/10/2021 11:51 - atualizado 07/10/2021 11:59

Criança recebe aplicação de vacina
Segundo Taynãna Simões, a não vacinação das crianças parece ter se agravado na pandemia, porque as pessoas ficam com medo de ir até os postos e adiam as demais vacinas do calendário. (foto: Prefeitura de Sete Lagoas/Divulgação)
Pesquisadores do Ministério da Saúde realizarão durante todo o mês de outubro entrevistas com residentes em 19 capitais, Brasília e outras cidades brasileiras, incluindo Sete Lagoas, com o objetivo de estimar a cobertura vacinal aos 12, 18 e 24 meses de crianças nascidas em 2017 e 2018.
 
Na cidade da Região Central do estado serão 450 crianças avaliadas em suas residências por quatro entrevistadores e um coordenador de campo, devidamente treinados, que estarão identificados por camiseta e crachá, além de estarem usando equipamentos de proteção individual.
 
"Eles irão coletar os dados de cada domicílio sorteado usando um tablet, seguindo um questionário estruturado, com variáveis de identificação da criança e do responsável, além de variáveis socioeconômicas, de acesso à saúde, e sobre a vacinação", explica o coordenador de Gestão da Saúde do município, Alber Alípio.
 
De acordo com Taynãna Simões, pesquisadora em Saúde Pública, os entrevistadores devem tirar uma foto legível da caderneta de vacinação e demais comprovantes de campanha. Se necessário, os entrevistadores também farão uma busca ativa de nascidos neste ano, em cada conglomerado sorteado, até que o número amostral seja atingido. Posteriormente, os dados de vacinação serão transcritos por profissionais de saúde com experiência em imunização.
 
A equipe de pesquisa e campo conta com a coordenação, em Minas Gerais, da pesquisadora em Saúde Pública, Taynãna Simões, do Instituto René Rachou (FIOCRUZ-MINAS) e coordenação nacional do professor Dr. José Cássio de Moraes, docente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e consultor do Programa Nacional de Imunização (PNI). 
 
Além de bolsistas de pesquisa, Orozimbo Campos Neto e Rosiane Rodrigues, equipe técnica de profissionais de saúde, que irá fazer a leitura e digitação dos dados vacinais das crianças, e equipe de campo treinada por uma empresa especializada em inquéritos domiciliares.
 
Em Sete Lagoas, os entrevistadores são Renata Oliveira, Gabriel Alves, Carina Mansur e Aline Dias, sob a coordenação de Vilma Santos Cruz.
 
 
Vacinação em queda
 
A cobertura vacinal no Brasil tem caído muito nos últimos anos, de acordo com o Ministério da Saúde, atingindo níveis inferiores às metas preconizadas. Desde 2017, o país como um todo não consegue atingir as metas de cobertura vacinal para a maioria das vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Segundo o secretário municipal de Saúde de Sete Lagoas, Dr. Flávio Pimenta, isso traz muitos riscos para a população, pois algumas doenças podem aumentar e outras, consideradas erradicadas, podem reaparecer, como é o caso do sarampo. 
 
"Essa deficiência se mostra ainda maior em cidades do interior, que costumam apresentar problemas estruturais mais significativos", comenta.
 
Em 2020, Minas Gerais não alcançou nenhuma das metas de cobertura vacinal para crianças nascidas em 2017 e 2018, com coberturas variando de 58% a 80% das vacinas do esquema básico, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG).
 
O Ministério da Saúde quer entender as razões dessas quedas e seus fatores associados, avaliando as desigualdades na população brasileira, para propor estratégias diferenciadas no PNI.
 
Segundo a Taynãna Simões, o objetivo geral do inquérito vacinal é estimar a cobertura do esquema vacinal completo e de cada vacina incluída no calendário do PNI do nascimento da criança até o momento da entrevista. 
 
“Além disso, queremos avaliar o acesso e a adesão das famílias com crianças nascidas em 2017 e 2018 ao programa nacional de imunizações. Medir o atraso entre as doses e a proporção de doses em rede privada”, complementa. 
 
Em Belo Horizonte a pesquisa já foi realizada, contemplando cerca de 1800 crianças e os dados estão em fase de análise. Agora o Ministério da Saúde quer saber a situação vacinal em cidades do interior do país. Em Minas Gerais, foi escolhido o município de Sete Lagoas.
 
Para mais informações, a população pode ligar para o Disque Saúde pelo número 136 e no telefone da empresa responsável pelas entrevistas: 0800 025 0174.


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