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Estado de Minas RIBEIRÃO DAS NEVES

Funcionária de lotérica e família são feitos reféns por assaltantes

Vítimas foram rendidas na noite de domingo e ficaram em poder dos criminosos até a madrugada. Eles queriam roubar o cofre do estabelecimento


04/10/2021 10:30 - atualizado 04/10/2021 10:56

Detalhe de viatura da Polícia Militar de Minas Gerais
Policiais fizeram buscas pelos criminosos, mas até o início da manhã eles não haviam sido localizados (foto: Polícia Militar/Divulgação)
Uma família que mora no Bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte, viveu momentos de pânico nas mãos de assaltantes entre a noite de domingo (3/10) e a madrugada desta segunda-feira. Eles foram feitos reféns em uma tentativa de aplicação do chamado “crime do sapatinho”, quando funcionários de instituições financeiras são coagidos a levar criminosos até os locais para roubarem dinheiro. 

As vítimas são uma mulher de 48 anos, que trabalha em uma casa lotérica, o marido dela, de 61, e a filha do casal, de 18 anos. De acordo com a Polícia Militar (PM), eles contaram que, por volta das 21h, três homens armados entraram na residência pulando o muro do imóvel vizinho, que está em construção, e os fizeram reféns.

As vítimas disseram que os homens sabiam que a mulher é gerente de uma lotérica e o objetivo deles era esperar a manhã de hoje para levá-la ao estabelecimento e roubar o dinheiro do cofre. 

O trio estava com revólveres semelhantes ao calibre 38 e o tempo todo falavam com um quarto envolvido por videochamada usando um celular. A família entendeu que eles recebiam instruções dessa pessoa. Durante o tempo na casa, eles consumiram bebidas alcoólicas.

Por volta das 3h desta madrugada, o marido da gerente aproveitou um momento de distração dos assaltantes e fugiu para pedir socorro. Mãe e filha contaram à PM que, quando os criminosos perceberam que o refém havia escapado, ficaram muito nervosos e ameaçaram matá-las. Logo depois, eles receberam uma ligação do quarto homem mandando eles saírem de lá. 

Antes de fugir, os criminosos roubaram os celulares das vítimas. Eles foram embora em um carro prata, mas ninguém conseguiu anotar a placa. Assustadas, a mulher e adolescente se esconderam em um matagal e só voltaram quando viram que a polícia havia chegado. 

De posse das características dos suspeitos, os policiais militares fizeram rastreamento, além de ações de cerco e bloqueio com apoio das unidades vizinhas, mas até o início da manhã os assaltantes não haviam sido localizados. A perícia da Polícia Civil foi acionada para dar início às investigações. 


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