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Estado de Minas SEM ÁGUA NA TORNEIRA

Moradores de Serra Azul, distrito de Mateus Leme, reclamam de falta d'água

Segundo eles, há mais de um mês que a região está sendo abastecida por caminhões pipa


22/09/2021 18:47 - atualizado 22/09/2021 19:32

Caixa d'água comunitária responsável por abastecer a região do distrito de Serra Azul
Caixa d'água comunitária responsável por abastecer a região do distrito de Serra Azul (foto: Cintia Rosária/arquivo pessoal)
O distrito de Serra Azul, localizado no município de Mateus Leme, Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem enfrentado problemas com o abastecimento de água. De acordo com moradores ouvidos pela reportagem do Estado de Minas , há mais de um mês a região recebe água por meio de caminhões-pipa.  

 

 


Miriam Mendes, de 57 anos, é aposentada e mora em Serra Azul. Ela conta que o abastecimento na região é feito por uma caixa d’água comunitária que atende vários distritos. A caixa é abastecida por água que vem de uma mina.

“Mas, nós que ficamos distantes dela (caixa), não recebemos água de forma alguma. Tem um mês, mais ou menos, que a gente não recebe uma gota de água.”

Segundo a moradora, como sua casa fica no final da rua, a água não chega normalmente. “Tá difícil chegar água pra gente.”

Miriam explica que algumas pessoas têm cisterna, mas, neste período seco, nem elas conseguem suprir a demanda de água. “A cisterna também não está tendo muita água. Você tem que ligar por uma hora, deixar descansar por duas horas para poder buscar mais água.”

A aposentada conta que no período seco, a água acaba totalmente. “Quando as chuvas começarem, começa a melhorar para quem tem cisterna como no meu sítio.”

Ela afirma que os moradores da região já entraram em contato com a Prefeitura de Mateus Leme, que é a responsável pelo abastecimento do distrito, para reclamar da situação. 

“De vez em quando, ele (prefeito) manda um caminhão-pipa. Mas esse caminhão não abastece caixas no alto (das casas), só as que estão embaixo, mas nem todo mundo tem uma caixa d'água na parte de baixo. Então, ele não abastece e vai embora com a água. Já pedimos para o prefeito e ele prometeu tomar providências.”
 
Caminhão-pipa enviado pela prefeitura para levar água aos moradores
Caminhão-pipa enviado pela prefeitura para levar água aos moradores (foto: Cintia Rosária/arquivo pessoal)
 

De acordo com a moradora, a prefeitura prometeu instalar uma caixa d 'água maior. “Mas, até agora nós não vimos nada.”


Outra localidade, mesmo problema


Outra que sofre com o problema de abastecimento é a balconista Cintia Rosária, de 35 anos. Ela é moradora do Alto da Boa Vista, que também faz parte do distrito de Serra Azul. 

“Está muito difícil. Hoje mesmo, a gente está sem água. Sábado faz 15 dias que eu fui em uma reunião com o prefeito. Não é só aqui que está faltando, tem outros lugares.”

Segundo ela, quando os moradores reclamam da falta de abastecimento, a prefeitura apenas manda um caminhão-pipa para levar água à região. Cintia também relata que o prefeito de Mateus Leme, Dr. Renilton (Republicanos), prometeu instalar uma caixa d’água com capacidade maior para a região.

“Até ele arrumar, nós vamos ficar sem água, passando o aperto que nós estamos passando?”, questiona. “Eles falaram que até resolver vão mandar um caminhão-pipa, mas não está adiantando. Se eu não ficar em cima, o caminhão-pipa não vem.” 

A moradora conta que a região tem problemas recorrentes de falta d'água. “Eu tenho 35 anos, e toda vida foi isso. Só vem (água) quando chove.” 

Segundo Cintia, a situação é pior no período seco. Além disso, a caixa d'água comunitária foi planejada para abastecer apenas cerca de 250 casas. “Só que a comunidade aumentou e a caixa continua do mesmo tamanho.”

A balconista também afirma que já fez inúmeras reclamações na prefeitura, sem sucesso. 

“Eu corro atrás agora é dos tomadores de conta da caixa d'água e do encarregado de mandar água para a população. Quando falta água aqui a pessoa que eu procuro é ele.”

Cintia explica que esses tomadores são as pessoas responsáveis por acionar o registro da caixa d'água. “Agora ficam duas pessoas, uma de dia e a outra à noite.” 

Ela também reclama do mesmo problema relatado por Miriam com relação aos caminhões-pipa, que abastecem apenas quem tem caixas d'água na parte debaixo das casas. E que são a minoria, de acordo com a moradora. 


Sem resposta


A reportagem do EM tentou contato com o prefeito de Mateus Leme, Dr. Renilton, mas não havia obtido resposta até a publicação deste texto. 
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor João Renato Faria

     


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