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Estado de Minas AGOSTO DOURADO

Semana do aleitamento materno em Ouro Preto pede volta de banco de leite

Semana começou com amamentação coletiva no adro da Igreja São Francisco de Assis, mas a grande reivindicação é a volta do banco de leite na Santa Casa


03/08/2021 21:37 - atualizado 03/08/2021 22:08

Ato quis promover a conscientização das mulheres e comunidade a respeito dos tabus relacionados com a amamentação, em Ouro preto(foto: Rodrigo Câmara/Secretaria de Turismo de Ouro Preto)
Ato quis promover a conscientização das mulheres e comunidade a respeito dos tabus relacionados com a amamentação, em Ouro preto (foto: Rodrigo Câmara/Secretaria de Turismo de Ouro Preto)
A semana do aleitamento materno em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, começou com atos simbólicos, mas a grande reivindicação é a volta do Banco de Leite Humano Rotary da Amizade, que prestava atendimento na Santa Casa de Ouro Preto desde 2005 e foi fechado em fevereiro desse ano.
 
Como forma de apresentar os avanços e necessidades que a cidade enfrenta para promover o aleitamento materno, será realizado um webnário, nesta quarta-feira (4/8), com a participação do prefeito Angelo Oswaldo, Câmara Municipal de Ouro Preto e Conselho Municipal dos direitos da Mulher.

O evento poderá ser acompanhado pelo Facebook e será aberto pela presidente do Movimento Ouro Preto pela Infância (MOPI), Cleia Costa Barbosa, que desde o início das comemorações do Agosto Dourado tem promovido ações na cidade.   
 
Uma delas foi no domingo (1º/8), com a realização de uma amamentação coletiva registrada com uma foto das mães com os bebês no adro da Igreja São Francisco de Assis.
 
O 'Amamentaço' teve o apoio da prefeitura de Ouro Preto e da Câmara Municipal de Ouro Preto, por meio da vereadora Lílian França.
 
De acordo com o secretário de Turismo, Rodrigo Câmara, que fez o registro das fotos, a amamentação em locais públicos é permitida por lei e assegura à lactante o direito de amamentar a criança em todo e qualquer ambiente, público ou privado, ainda que estejam disponíveis locais exclusivos para a prática.
Bárbara Costa é mãe da pequena Liz, de cinco meses(foto: Rodrigo Câmara/Divulgação)
Bárbara Costa é mãe da pequena Liz, de cinco meses (foto: Rodrigo Câmara/Divulgação)
O secretário afirma que existe na cidade dois banheiros públicos que dispõem de trocadores, garantindo, assim, o acolhimento das mães lactantes – um fica na Casa de Gonzaga e o outro no adro da Igreja Nossa Senhora das Mercês.
 
Outro ato simbólico promovido pela Secretaria de Turismo foi a produção de catálogo fotográfico com quatro mães amamentando os filhos. As fotos serão disponibilizadas durante o mês de agosto.
 
Bárbara Costa é mãe da pequena Liz, de cinco meses, e conta que a experiência do catálogo representa a valorização e importância do aleitamento materno como forma de compartilhar a vivência e incentivar outras mães a amamentarem os bebês.
 
“Fiquei muito feliz por participar dessa campanha porque a modernidade quer nos fazer pensar que os leites industriais têm os mesmos benefícios do leite materno, mas isso é a maior mentira. Além disso, quero dizer às mães que tive dificuldades no início, é minha primeira filha, doeu, feriu, chorei, mas, com orientação e persistência, com poucos dias se tornou algo mais prazeroso no meu dia.
 

UBM pede retorno do banco de leite

Após os eventos simbólicos, a União Brasileira de Mulheres (UBM), em Ouro Preto, publicou uma nota nas redes sociais, nesta terça-feira (3/8), pedindo mais ação dos órgãos públicos no sentido de garantir o direito de amamentação na cidade.

Pela nota, esse direito só será plenamente realizado com o retorno do Banco de Leite Humano Rotary da Amizade.
 
“Ações como o último 'amamentaço', realizado no dia 1º de agosto, no adro da Igreja São Francisco de Assis, são de extrema relevância para a conscientização das mulheres e comunidade a respeito dos tabus relacionados com a amamentação. Neste sentido, parabenizamos publicamente o Movimento Ouro Preto pela Infância pela belíssima e emocionante ação. Entretanto, o divulgado apoio do Executivo municipal à ação, sem o fortalecimento de políticas públicas, caracterizam um marketing institucional esvaziado de preocupação com a saúde pública”. 
 
A presidente da UBM, Débora Queiroz, faz parte de um comitê criado após o fechamento do banco de leite da Santa Casa, em fevereiro desse ano. 

O Comitê é composto por representantes da Universidade Federal de Ouro Preto, da Santa Casa de Ouro Preto, da prefeitura e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), também presidido por ela.
 
Debora afirma, enquanto presidente do Comdim, que as negociações para reabertura do banco de leite estão paradas desde abril, após a Santa Casa de Ouro Preto apresentar um orçamento mensal de R$ 23 mil para conseguir manter uma ala de aleitamento materno no hospital.
 
O impasse surgiu quando o representante do comitê da Santa Casa disse que não poderia arcar com os gastos e sugeriu que o valor deveria ser custeado pelos municípios que são atendidos pelo hospital – Ouro Preto, Mariana e Itabirito.
 
A presidente do Comdim afirma que foi feito um contato inicial com a gestão de Itabirito e uma reunião foi marcada, mas que, posteriormente, foi desmarcada e nada avançou depois disso.
 
Procurada pela reportagem, a Santa Casa de Ouro Preto informou que se coloca à disposição da prefeitura para discutir a viabilidade de um banco de leite que atenda de forma adequada às mães e aos bebês. Para isso, a instituição entende que esse tipo de serviço deva ser em um ambiente externo ao hospital, por segurança das mães e também por uma questão de logística.
 


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