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Estado de Minas DENÚNCIA

Cerca de 60 pessoas vítimas de trabalho escravo são resgatadas em MG

Trabalhadores rurais eram mantidos em situação degradante no Sul de Minas e, após denúncias, foram resgatados e levados volta para o interior da Bahia


21/07/2021 10:13 - atualizado 21/07/2021 10:24


PRF combate trabalho escravo no Sul de Minas(foto: PRF/divulgação)
PRF combate trabalho escravo no Sul de Minas (foto: PRF/divulgação)
 
Trabalhadores rurais eram mantidos em situação degradante(foto: PRF/divulgação)
Trabalhadores rurais eram mantidos em situação degradante (foto: PRF/divulgação)
 
 
Cerca de 60 pessoas foram resgatadas em lavouras cafeeiras no Sul de Minas vítimas de trabalho escravo em fazendas de Ilicínea e Boa Esperança. A operação foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal, auditores fiscais do trabalho e o Ministério Público do Trabalho. Após a ação, os trabalhadores rurais foram levados de volta para o interior da Bahia.
 
De acordo com a PRF, a operação que combateu o trabalho escravo no Sul de Minas aconteceu entre os dias 13 e 20 de julho de 2021 em fazendas de Ilicínea e Boa Esperança. A investigação começou após denúncias anônimas.
 
“No decorrer da operação, a força tarefa encontrou vários trabalhadores rurais em situações de trabalho análoga à de escravidão, submetendo-se a jornadas exaustivas e sujeitando-se a condições degradantes”, destaca a assessoria da PRF.
 
A PRF informou que os trabalhadores eram mantidos em alojamentos em situações precárias. “Frentes de trabalho sem banheiro e locais para refeições e não eram fornecidos os equipamentos de proteção individual a contento”.
 
Além disso, os próprios trabalhadores eram responsáveis por todo o custeio do transporte e de alimentação do estado de origem até as propriedades rurais no Sul de Minas. “Algo totalmente ilegal nesse tipo de contratação de mão-de-obra”, ressalta o representante da PRF.

“A grande maioria veio em março, para o início da colheita. Alguns deles já tinham desenvolvido essa atividade na mesma fazenda por alguns anos. Tinha trabalhador que completava o terceiro ano nesse sistema de emprego. Então, é um trabalho recorrente, que vem acontecendo há alguns anos”, acrescentou.

Durante a operação, nenhuma pessoa foi presa e os desdobramentos seguem a cargo do Ministério Público do Trabalho para apuração de responsabilidade civil e criminal dos empregadores.
 
Na sequência, as vítimas foram levadas de volta para o interior da Bahia. Segundo a PRF, as pessoas foram em ônibus fretado para cidades do interior da Bahia.
  


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