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Estado de Minas LIXEIRAS CHEIAS

Greve da limpeza urbana em Valadares deixa a cidade entulhada de lixo

Após suspender completamente o serviço na semana passada, os trabalhadores retornaram com 60% do efeito na sexta - mas não foi o bastante para tirar todo o lixo


05/07/2021 21:17 - atualizado 05/07/2021 21:48

Na noite desta segunda-feira (5/7), na Avenida Europa, paralela à Avenida Minas Gerais, havia muito lixo a ser recolhido
Na noite desta segunda-feira (5/7), na Avenida Europa, paralela à Avenida Minas Gerais, havia muito lixo a ser recolhido (foto: Tim Filho/Arquivo pessoal)
A greve dos trabalhadores da limpeza urbana deixa pontos de Governador Valadares , no Vale do Rio Doce, tomados pelo lixo na noite desta segunda-feira (5/7). O movimento que se arrasta há um mês chegou ao ápice na semana passada, quando os trabalhadores suspenderam 100% do trabalho, e desde sexta-feira (2/7), conta com 40% paralisado.
 
Nesta segunda-feira (5/7), mesmo com a volta parcial na sexta-feira, o que se viu pelas ruas da cidade foram as lixeiras cheias de sacolas. À tarde, foram recolhidos todos os sacos com lixo ao longo da Avenida Minas Gerais. Mas, nas ruas laterais e transversais à Minas Gerais, as  lixeiras  continuaram cheias. 
 
Os coletores reivindicam o pagamento de benefícios como férias e os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ( FGTS ), que, segundo os próprios, está atrasado. Eles pedem, também, que a empresa D’Park, concessionária do serviço de limpeza urbana, forneça os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários ao trabalho.  
 
A reportagem tentou contato com a empresa, mas não obteve sucesso. Tão logo a concessionária queira se manifestar, esta reportagem será atualizada. Nas negociações com os trabalhadores, a empresa alegou que não tem condições de pagar todas as reivindicações de uma vez, apenas de forma parcelada.
 

Serviço totalmente suspenso

 
Na quarta e quinta-feiras passadas, os trabalhadores da limpeza urbana suspenderam completamente o serviço. Na sexta (2/7), os coletores voltaram a trabalhar com 60% do efetivo, após a promessa de atendimento parcial das reivindicações. Segundo a prefeitura de Valadares, o Tribunal Regional do Trabalho ( TRT ) constatou que a paralisação total é ilegal e fez a determinação da volta parcial.
 
A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos (SMOSU), por meio do Departamento de Limpeza Urbana, informou que nesta segunda-feira (5/7) colocou os fiscais nas ruas para verificar se a limpeza estava sendo feita. E constatou a necessidade da volta da coleta de lixo, em sua totalidade, o mais rápido possível.
 
Essa fiscalização, segundo a prefeitura, é resultado de uma notificação feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que quer saber se houve de fato o retorno de pelo menos 60% do efetivo dos empregados da D' Park. Se for o caso, a gestão deve comunicar o descumprimento da decisão por parte dos trabalhadores da empresa. 
 
Porém, o município informou que 60% do efetivo não é suficiente para atender ao serviço de coleta domiciliar de forma satisfatória. Para eficácia do serviço será necessário o retorno integral do efetivo para esta atividade.  
 
A prefeitura informou que a coleta de lixo é terceirizada e reafirmou que os pagamentos à empresa concessionária da limpeza urbana estão regulares - e que segue buscando resolver a situação o quanto antes.
 

Nota da Prefeitura de Governador Valadares:

 
"A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos (SMOSU), por meio do Departamento de Limpeza Urbana, informa que realizou nesta segunda-feira (5) uma fiscalização na cidade e constatou a necessidade da volta da coleta de lixo, em sua totalidade, o mais rápido possível. O Município foi notificado pelo Tribunal Regional do Trabalho para fiscalizar o retorno de pelo menos 60% do efetivo (empregados da D' Park) e, se for o caso, comunicar o descumprimento da decisão por parte dos empregados da empresa. Porém, o Município informa que 60% do efetivo não é suficiente para atender ao serviço de coleta domiciliar de forma satisfatória. Para eficácia do serviço será necessário o retorno integral do efetivo para esta atividade.

O TRT constatou que a greve é ilegal e determinou que 60% dos funcionários voltassem a trabalhar ainda na noite de sexta-feira.

Lembrando que a coleta de lixo é terceirizada e o Município reafirma que os pagamentos estão regulares e segue buscando resolver a situação o quanto antes". 


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