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Estado de Minas RETOMADA

Volta às aulas em BH: veja quem pode retornar na segunda (21/6)

Retomada das atividades vai ser permeada por protocolos e recomendações; ensino fundamental foi contemplado com flexibilização


18/06/2021 20:15 - atualizado 18/06/2021 21:26

Escolas precisarão garantir dois metros de distância entre alunos nas salas de aula(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 10/8/2018)
Escolas precisarão garantir dois metros de distância entre alunos nas salas de aula (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 10/8/2018)
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ampliou a retomada das atividades presenciais nas escolas da cidade. A partir de segunda-feira (21/6), além das escolas infantis, que atendem crianças de 0 a 5 anos, houve mudança que garante o retorno de faixas etárias do ensino fundamental. As aulas presenciais haviam sido suspensas em março do ano passado por causa do novo coronavírus.

Na rede municipal, voltam as crianças de 6 a 8 anos. As escolas particulares, por sua vez, poderão receber os estudantes de todo o ensino fundamental, que vai até o 9° ano. A administração belo-horizontina tem instituições de ensino que contemplam esse grupo, mas ainda não cravou data para retorno — a operacionalização dessa etapa ainda está em debate.

No ensino infantil, estão permitidas atividades em horário integral em todos os dias da semana. No ensino fundamental, a jornada diária não deve passar de 5 horas. Aulas aos sábados foram liberadas.

Os pais que desejarem poderão manter os filhos no ensino remoto.

Protocolos e recomendações


Para a volta, as instituições de ensino terão que manter os alunos no mínimo dois metros distantes uns dos outros. O secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, pediu que as escolas calculem o espaço necessário para o cumprimento da medida preventiva — mesmo que, para isso, o retorno não ocorra já na segunda-feira.

“Se o tamanho da sala permitir, todos os alunos podem ir à escola, desde que seja mantido o distanciamento”, disse.

Segundo o médico, a distância de dois metros foi estipulada pois pessoas que têm contatos com infectados a menos de dois metros durante 15 minutos ou mais são considerados possíveis portadores da COVID-19.

A prefeitura recomendou que haja rodízio de alunos, garantindo que a lotação máxima fique em 50%. Trata-se, porém, de sugestão — e não de norma escrita.

A ideia de evitar interações entre salas de aulas distintas continua vigente. A chefe da pasta de Educação, Ângela Dalben, lembrou a necessidade de outras medidas como a ventilação cruzada e a higienização das mãos. O esquema em torno da reabertura vai depender da estrutura da cada instituição.

“Não estamos abrindo indiscriminadamente a possibilidade de as escolas funcionarem. Estamos dizendo que toda a cidade está dando condições às escolas de abrirem, desde que se organizem. Cada escola vai ter que ter uma análise correta de seu espaço e seu prédio”, falou.

O cumprimento dos protocolos será fiscalizado pela Vigilância Sanitária. Segundo Jackson Machado, os agentes vão trabalhar em caráter educativo, e não punitivo. Se houver reincidência, sanções serão aplicadas às instituições de ensino.

Ensino médio pode voltar em agosto


Nos cálculos da saúde municipal, caso haja avanço considerável na vacinação, ensino médio pode ser retomado no segundo semestre.

“Se a vacinação progredir, temos a esperança de conseguir em agosto, talvez — no mais tardar — liberar o ensino médio. E, se conseguirmos vacinar toda a população, aí voltar tudo”, projetou Jackson Machado.

Entenda a métrica que norteia a volta às aulas


A volta progressiva das crianças belo-horizontinas às salas de aulas é orientada pela taxa de normalidade, indicador construído por números referentes à incidência da infecção por 100 mil habitantes nas últimas duas semanas e a tendência da incidência.

São levados em consideração, ainda, a taxa de mortalidade por 1 milhão de pessoas e sua tendência. O percentual de imunizados também compõe o cálculo.

Quando cruzados, os dados dão forma ao dito índice de normalidade, atualmente em 75%, dentro do patamar que permite a retomada das escolas infantis e do ensino fundamental, que vai até o 9° ano.

Para que o ensino médio seja contemplado, o indicador precisa estar entre 81% e 90%. Se estiver acima disso, todas as atividades estudantis são liberadas.

Os números da pandemia na cidade são reavaliados periodicamente pelo comitê instalado para enfrentar a pandemia. Se houver piora no cenário da doença, pode ocorrer recrudescimento das flexibilizações.

Educação em BH: o que pode funcionar

  • Ensino infantil (0 a 5 anos)
  • Escolas da PBH que atendem alunos de 6 a 8 anos (ensino fundamental)
  • Todas as escolas de ensino fundamental que não são ligadas à PBH (até o 9° ano)


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