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Estado de Minas PANDEMIA

Mesmo com reabertura, empresários de Uberlândia criticam restrições

Segundo Aciub, restrições não minimizaram o avanço da COVID-19 na cidade e que é preciso uma reabertura plena


06/05/2021 15:22 - atualizado 06/05/2021 17:44

Associação comercial de Uberlândia afirmou que restrições causaram prejuízos irrecuperáveis(foto: Divulgação/Aciub)
Associação comercial de Uberlândia afirmou que restrições causaram prejuízos irrecuperáveis (foto: Divulgação/Aciub)
Depois de nova flexibilização do comércio local, a Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub) divulgou posicionamento oficial no qual diz ainda ser pequena a reabertura das atividades. No texto, a ntidade destaca o fechamento de empresas e afirma que as restrições não minimizaram o avanço da COVID-19 na cidade.

O comunicado reconhece os “esforços do poder público no combate à pandemia”, mas “lamenta a manutenção de restrições ao funcionamento do comércio da cidade impostas há meses gerando prejuízos irrecuperáveis às empresas e principalmente impactando na geração de emprego e renda para milhares de famílias”.

Nesta semana, próxima do Dia das Mães, o comércio de Uberlândia teve mais uma flexibilização, com extensão do período em que as lojas poderão ter atendimento presencial. O mesmo vai ocorrer para bares e eventos. As novas deliberações passam a valer hoje (6/5).
Essa é a segunda vez que a prefeitura afrouxa as regras quanto à abertura comercial e de mobilidade local em 30 dias, depois de um período com lei seca de toque de recolher. As justificativas são melhores nos índices de contágio por coronavírus.

A Aciub, por outro lado, afirmou no posicionamento que “em função do arrefecimento da pandemia em nossa cidade e das evidências claras de que o fechamento da economia não minimiza o avanço desta triste doença, a expectativa da classe empresarial era de que a Deliberação 10, publicada em 04 de maio de 2021 pela Prefeitura de Uberlândia, acabasse com todas as restrições de funcionamento, inclusive para aulas presenciais nas escolas públicas e privadas no município”.

A entidade ainda diz que apoia a decisão de priorizar o combate à COVID-19 como forma de preservar a vida mas, reafirma “a necessidade de que as medidas sanitárias sejam levadas em paralelo às atividades econômicas funcionando na plenitude. Ou seja, sem restrições seja de dia, horário ou segmento de atuação”.

O presidente da associação, Paulo Romes Junqueira, assina o comunicado. Em vídeo ele ainda cobrou que a prefeito de Uberlândia olhasse pelos comércios que seguem fechados. “Queremos alertar com muita veemência que muitas empresas e muitos seguimentos seguem com restrições, depois de mais de uma ano fechados ou quase fechados, certamente não subsistirão e isso implicará em crise social e desemprego”, afirmou.
 

''Proteção da vida da população"

  
Em nota, a Prefeitura de Uberlândia esclarece que "todas as medidas adotadas junto ao Comitê Municipal de Enfrentamento à CCOVID-19 visam prioritariamente a proteção da vida da população em equilíbrio com a economia".

O texto ressalta que as ações tomadas, "além de resguardar a saúde da população, mesmo em momentos mais restritivos, permitiram o desenvolvimento da cidade, com a atração, desde 2017 até o momento, de mais de R$ 3 bilhões de investimentos privados e a criação de 5.988 novos empregos somente no primeiro trimestre de 2021 - colocando a cidade entre as 13 do Brasil que mais geraram emprego neste ano, segundo o Ministério da Economia". 


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