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Estado de Minas JULGAMENTO

Homens suspeitos de jogar mulher ferida no Ribeirão Arrudas são julgados

Um traficante teria agredido gravemente a vítima, uma mulher de 33 anos, e ordenado que os homens a jogassem no leito do ribeirão


28/04/2021 14:42 - atualizado 28/04/2021 15:52

Os homens jogaram a mulher no leito do Rio Arrudas, em Belo Horizonte, mas ela sobreviveu(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 23/05/2017)
Os homens jogaram a mulher no leito do Rio Arrudas, em Belo Horizonte, mas ela sobreviveu (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 23/05/2017)

Dois homens acusados de jogar uma mulher viva e ferida, que se encontrava em situação de rua, no Ribeirão Arrudas, no Bairro Calafate, na Região Oeste de Belo Horizonte, estão sendo julgados, nesta quarta-feira (28/4), no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette.

 A vítima foi resgatada com vida e os acusados foram presos.

Em 28 de maio de 2020, eles foram flagrados por câmeras jogando uma mulher desacordada dentro do Rio Arrudas, na Avenida Tereza Cristina. Um pedestre, que viu a mulher sendo jogada no Ribeirão Arrudas, acionou militares que estavam em uma viatura nas proximidades.

Muito machucada, a vítima foi localizada e levada para o Hospital João XXIII.

O julgamento começou às 8h30 e está sendo presidido pelo juiz Ricardo Sávio de Oliveira. A promotora Janaini Kelly Brandão Silveira está à cargo da acusação. Na defesa dos acusados atua o advogado Anderson Marques Martins Gomes Pereira.

A vítima não foi localizada para acompanhar o julgamento. Serão ouvidas quatro testemunhas. Os réus, que respondem ao processo presos, estão presentes.

O caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, dois homens, identificados como L. H. F. e W. B. S., atendendo a pedido de um traficante local, retiraram G.H.C.M.O de dentro de um carrinho usado para reciclagem de lixo, onde já se encontrava ferida e inconsciente, e a jogaram no Ribeirão Arrudas.

Acreditando tê-la matado, os acusados deixaram o local.

Ainda segundo a denúncia, G.H.C.M.O estaria furtando drogas no Aglomerado Bimbarra e tinha dívidas com traficantes no local.

As agressões teriam sido em retaliação a este comportamento. Para o MP, os recursos utilizados dificultaram a defesa da vítima, que já estava ferida, sem condições de se defender, quando foi arremessada no leito do ribeirão.

O MP destacou ainda o fato de que os acusados estavam em superioridade numérica e de força física, não podendo a vítima esboçar defesa proporcional à ofensa recebida.


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