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Estado de Minas FRAUDE

PF combate fraude em benefício destinado a pescadores no Sul de Minas

Operação Tarrafa ainda cumpre 24 mandados de busca em Cristais, Aguanil, Campo Belo e também em São Paulo


27/04/2021 11:41 - atualizado 27/04/2021 12:54

Grupo de pescadores é suspeito de fraudar benefício(foto: Polícia Federal/divulgação)
Grupo de pescadores é suspeito de fraudar benefício (foto: Polícia Federal/divulgação)
A Polícia Federal combate fraude em benefício de pescadores no Sul de Minas. A operação Tarrafa aconteceu nesta terça-feira (27/4). A ação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e outros 3 de prisão em Cristais, Aguanil, Campo Belo e também em São Paulo.
 
De acordo com a Polícia Federal, os responsáveis por uma colônia de pescadores de Cristais teriam fraudado documentos necessários para solicitação do seguro-defeso, que é concedido pelo Governo Federal ao pescador profissional artesanal, quando fica impedido de pescar em no período de preservação das espécies.
 
“Para fazer jus ao benefício, a pessoa deve comprovar que desempenha a pesca, de forma ininterrupta, como profissão habitual ou como principal meio de vida”, explica PF.
 
A ação ganhou o nome de operação Tarrafa, que faz referência ao artefato para captura de peixes utilizado na pesca artesanal. A investigação apurou que, durante os anos de 2013 a 2020, o grupo ainda teria promovido a migração de pessoas de outros municípios para encaminhamento do pedido.
 
“Essa migração teria suposto objetivo eleitoreiro, pois dirigentes da colônia concorreram a cargos eletivos nas eleições proporcionais de 2012 e 2016”, diz PF.
 
O trabalho levantou cerca de 15 milhões de reais pagos como benefício ao grupo investigado. Durante as investigações, a Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária. Sendo 16 mandados de busca e apreensão e os três de prisão temporária, em Cristais, cinco em Campo Belo, os outros dois em Aguanil e um em São Paulo.
 
Os presos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Federal em Varginha. Os suspeitos são investigados por crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa, com penas que, somadas, podem chegar a 18 anos de reclusão, se condenados.   
 
 


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