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Estado de Minas MANIFESTAÇÃO

Após greve de motoristas em BH, passageiros têm volta para casa mais rápida

Primeiro dia de reabertura do comércio da capital foi marcada por manifestação dos condutores de empresa do Bairro Liberdade. Movimento voltou ao normal à tarde


22/04/2021 17:48 - atualizado 22/04/2021 21:21

Ainda que pontos tenham ficado cheios na tarde desta quinta-eira (22/4), ônibus seguiram movimentação normal (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press )
Ainda que pontos tenham ficado cheios na tarde desta quinta-eira (22/4), ônibus seguiram movimentação normal (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press )
 
Depois de passar por contratempos no período da manhã por causa da greve dos motoristas de uma das empresas de ônibus coletivo, os moradores de Belo Horizonte tiveram menos dificuldade na volta para casa nesta quinta-feira (22/4).

Com o êxito na negociação entre os condutores e os diretores da empresa TransOeste, as linhas começaram a operar normalmente no decorrer do dia. 
 
A companhia atua principalmente na Região do Barreiro, com pelo menos 25 linhas ficando fora de operação. A paralisação prejudicou os trabalhadores no começo da manhã no primeiro dia de reabertura das atividades não essenciais na capital mineira após um mês.

Sem transporte público, muitos belo-horizontinos recorreram a caronas, aos motoristas de aplicativos e aos ônibus metropolitanos. A grave causou longas filas e aglomerações de pessoas nas Estações Barreiro e Diamante.

O Estado de Minas entrou em contato com a TransOeste para apurar como ocorreu a negociação entre a empresa e os trabalhadores. Uma funcionária, que não se identificou, limitou-se a dizer que “as linhas foram todas normalizadas". 

A reportagem pediu um posicionamento da companhia, mas a funcionária disse que nenhum dos diretores estava na empresa no momento. 

De acordo com funcionários da empresa, a grave se originou por causa do atraso no pagamento do salário referente ao mês de março e do vale-refeição.
 
Ainda que muitos pontos tenham ficado cheios, as linhas voltaram a operar normalmente, com intervalos entre 10 minutos e 20 minutos entre cada ônibus.

 
Dificuldades financeiras 

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) alega que as companhias vem lutando com dificuldades para arcar com os compromissos, em virtude de grandes prejuízos por causa da pandemia do coronavírus. 

“A paralisação desta manhã na empresa Transoeste ocorreu porque a empresa vem escalonando os pagamentos dos funcionários por conta da falta de receita para pagamento integral nas datas de adiantamento e pagamento de salários do mês. Destaca que inclusive vem antecipando a entrega de tickets alimentação, para todos os funcionários, como forma de atenuar essa dificuldade”.


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