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Estado de Minas Morte no Castelo

Inquérito conclui que morte de mulher no Bairro Castelo foi acidental

Testemunhas apontaram que mulher estava embriagada e que morreu porque perdeu o equilíbrio no parapeito


14/04/2021 15:48 - atualizado 14/04/2021 16:41

O inquérito da morte de Hilma Balsamão foi conduzido pelo delegado Guilherme Catão(foto: PCMG/Divulgação )
O inquérito da morte de Hilma Balsamão foi conduzido pelo delegado Guilherme Catão (foto: PCMG/Divulgação )

Morte acidental. Essa foi a conclusão da Polícia Civil sobre a morte de Hilma Balsamão de Morais, de 38 anos, ocorrida no dia 20 de novembro, depois de cair de um terraço, no Bairro Castelo, em Belo Horizonte. As investigações foram resultado de um trabalho conjunto com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

“Nós realizamos diversas diligências probatórias, tanto com oitivas de testemunhas e exames periciais diversos e tivemos, entre essas diligências investigatórias, a realização de uma reprodução simulada dos fatos”, explica a chefe do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Letícia Gamboge.

 

Segundo a promotora de Justiça, Denise Guerzoni, titular do 1º Tribunal do Júri da comarca de Belo Horizonte, inicialmente, eram consideradas três linhas investigativas: feminicídio, suicídio ou acidente fatal. “A conclusão é muito convincente e tranquila de que não houve uma morte violenta, e de que aconteceu um acidente fatal aliado a duas circunstâncias: a não intervenção de terceiros quando da queda e a um torpor, porque quando dos achados periciais, foi encontrado um alto teor alcoólico no organismo da vítima.”

 

Outra promotora de Justiça, Ana Cláudia Lopes, do 1º Tribunal do Júri da comarca de Belo Horizonte, foi taxativa: “Nós não temos dúvidas a respeito dessa fatalidade; as circunstâncias que envolveram a morte da Hilma”. Ela destaca o empenho e a transparência do MPMG e da PCMG na condução dos trabalhos, sobretudo a preocupação com a família de Hilma, tão impactada com a morte da mulher. 

Queda acidental

Segundo relato da delegada, no dia da morte, apenas três pessoas estavam no terraço do apartamento: um empresário, que é o proprietário do imóvel e parceiro de Hilma, o filho dele e um amigo do empresário.

 

Segundo depoimentos colhidos pela polícia, no dia da morte, acontecia uma festa na cobertura, ocasião em que os convidados fizeram uso de bebidas alcoólicas.

 

Segundo a delegada Ingrid Estevam, no final da noite, Hilma teria se desentendido com o empresário. “Em determinado momento, ela vai em direção ao filho do proprietário da residência, tenta tomar o celular dele, porque ele estava filmando a ação a pedido do pai, para mostrar que ela estava exaltada, e depois que ela toma esse celular e joga-o no chão, ela vai em direção à piscina. Todos naquele momento acharam que ela iria pular na água, no entanto, ela sobe no parapeito e passa uma perna para a parte externa e, por descuido, não consegue segurar o corpo e cai.”

 

A delegada Ingrid entende que Hilma não teria a intenção de se matar. O que aconteceu, na verdade, foi uma ausência de percepção na hora que ela subiu no parapeito.

 

O perito Bruno Henrique, da Polícia Civil, apresentou uma reprodução simulada dos fatos, que demonstram ter sido uma queda acidental de Hilma. “Todas as versões, das quatro pessoas que presenciaram a queda, convergiram no fato de que ela caminhou sozinha até a escada que dava acesso ao piso elevado da piscina.”

 

Bruno explica ainda que a simulação do evento mostra que uma das lesões encontradas na parte interna das coxas de Hilma é compatível com o movimento de transposição das pernas pelo parapeito. “Ela caiu de uma altura de 13 metros."

 

Vinte e seis pessoas foram ouvidas no inquérito e foram realizadas oito perícias, pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal. Segundo o delegado Guilherme Catão, um dos exames apontou o elevado teor alcoólico no organismo de Hilma, o que pode explicar o desequilíbrio e a queda.

 

“Com o alto teor alcoólico, que a vítima se encontrava no dia, ela acabou perdendo a percepção de funções básicas, como profundidade e perigo”, enfatiza o delegado Catão.

Ele afirma, que uma das testemunhas de grande importância nas investigações foi um vizinho, uma vez que ele relatou com detalhes a discussão e queda da mulher. “Por volta de umas 11h20, essa testemunha começou a ouvir a discussão que vinha da cobertura onde ocorreu o fato. Nesse momento, a testemunha foi até o terraço e viu essa discussão. Esse depoimento ratifica as declarações de outras testemunhas.”

 

 


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