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Estado de Minas DECISÃO

Mesmo com ação movida pelo Estado, Varginha segue fora da onda roxa

Prefeito defendeu os comerciantes que precisam trabalhar e publicou novo decreto com mais restrições; Vérdi Lúcio culpou a população por desrespeito às regras


25/03/2021 20:17 - atualizado 25/03/2021 21:18

Prefeito de Varginha segue fora da onda roxa mesmo com pressão do Estado(foto: Ascom/divulgação)
Prefeito de Varginha segue fora da onda roxa mesmo com pressão do Estado (foto: Ascom/divulgação)
Mesmo com ação civil pública movida pelo Governo de Minas, Varginha, no Sul do estado, segue fora da onda roxa, fase mais restritiva do Programa Minas Consciente. O anuncio foi feito pelo prefeito, Vérdi Lúcio Melo, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (25/3).

 

“Nós não entramos porque nossas ações têm dado resultado positivo, melhoramos um pouco agora e a economia precisa sobreviver. Precisamos dar o fôlego. Se eu fechar tudo como é que vai fazer? A vida em primeiro lugar sim, mas como vamos fazer? Nós vamos morrer de fome ou de COVID-19? Como está a vida das pessoas? É uma situação muito difícil”, afirmou prefeito em coletiva.

 

A ação movida pelo Estado pede que Varginha siga na onda roxa, fase mais restritiva do Programa Minas Consciente, sob multa diária de R$ 500. Mesmo assim, Vérdi se manteve firme na decisão.

 

“Eu não sei se o nosso município é o único, parece que tem outros 26 municípios. Realmente nós recebemos uma ação do Estado e o nosso setor jurídico está respondendo aos questionamentos da Justiça. Enquanto isso, nós estamos trabalhando e fazendo nosso dever de casa. Nada adianta eu não entrar na onda roxa e cruzar os braços e deixar que as coisas aconteçam. Independente da onda roxa, ou verde, amarela ou azul, eu tenho que trabalhar. Não posso esperar dizer se é ilegal ou não. Se amanhã a Justiça dizer: vai fechar, ordem judicial, infelizmente, eu não tenho o que fazer. Mas vamos continuar na mesma pegada e no mesmo objetivo. Nós estamos trabalhando, temos até medida mais forte que Estado. Vamos continuar trabalhando a favor das pessoas”, explicou.

 

Durante coletiva, Vérdi culpou a população que está desrespeitando as medidas impostas para conter o avanço da COVID-19 na cidade. Segundo o prefeito, já foram aplicadas 304 multas e 65 interdições de estabelecimentos nos últimos dias.

 

“Não adianta tapar o sol com peneira. Eu não quero culpar comércio, o que eu estou culpando aqui é a população, porque chega no fim de semana é rancho, é sitio, é chácara. Nós não conseguimos fiscalizar tudo, porque é muito espalhado. A população precisa entender que o momento é crítico”, diz.

 

O prefeito falou sobre o novo decreto com medidas mais rígidas, que segue até o dia 4 de abril. Os supermercados vão funcionar de segunda-feira a sábado até as 20h. Padarias só até o meio dia nos domingos e feriados. Bares e restaurantes seguem fechados no fim de semana e a venda de bebidas alcoólicas também estão proibidas nesses dias.

  

Já o comércio continua funcionando como está, das 12h às 20h. 

 

Segundo o prefeito, barreiras sanitárias serão montadas na cidade para impedir a entrada de visitantes. “E se for necessário, a PM vai dar suporte ao trabalho. Ainda estamos pagando a conta do carnaval. O que estamos fazendo hoje é daqui 15 dias, como os especialistas dizem, que vamos ter o resultado”, completa.

 

Nesta quinta-feira (25/3), Varginha registou 101 casos positivos do novo coronavírus e mais cinco mortes. A cidade soma 7.481 pessoas infectadas e 144 óbitos. De acordo com o prefeito, até o momento, nenhuma pessoa ficou sem atendimento médico no município.

 

O prefeito também foi questionado sobre o estoque de oxigênio e ele garantiu que a situação está equilibrada e que já autorizou um aditivo contratual para continuar com o fornecimento. “E se a coisa apertar, a UPA vai ficar só para atendimento COVID-19”.

 

Volta às aulas

 

O prefeito tinha autorizado o retorno das aulas presenciais para o dia 5 de abril, em formato híbrido. Mas com o agravamento do novo coronavírus, o retorno foi adiado mais uma vez para o dia 3 de maio.

 

A medida vale apenas para a rede municipal de educação. Já as redes federal e particular estão autorizadas a retomar, desde que as instituições sigam à risca às normas sanitárias e tenham o alvará da Vigilância Sanitária. Lembrando que as escolas estaduais estão fechadas durante a onda roxa.


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