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Estado de Minas COVID-19

Secretário de Saúde de MG diz que onda roxa é 'sinônimo de lockdown'

Ao anunciar endurecimento de restrições, Carlos Eduardo Amaral classificou novo nível do Minas Consciente como 'quarentena'


03/03/2021 19:11 - atualizado 03/03/2021 19:49

Secretário de Saúde detalhou medidas contidas em onda roxa do Minas Consciente(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press - 22/1/2021)
Secretário de Saúde detalhou medidas contidas em onda roxa do Minas Consciente (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press - 22/1/2021)
Ao anunciar a criação da onda roxa do programa Minas Consciente, nesta quarta-feira (3/3), o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, pediu à população que saia de casa apenas para atividades essenciais. Ele disse que as medidas restritivas são “uma quarentena, sinônimo de lockdown”.

“O que estamos fazendo, neste momento, é uma restrição significativa de circulação. Para nós, é uma quarentena, sinônimo de lockdown. O fundamental é que as pessoas entendam é que o momento é de sair de casa somente para atividades essenciais. Se isso acontecer, conseguimos restabelecer a capacidade assistencial da rede. Esse é o centro do nosso objetivo”, disse Amaral.

A partir desta quinta (4/3), as regiões Triângulo Norte e Noroeste precisarão seguir uma série de medidas restritivas, como toque de recolher das 20h às 5h. A circulação de pessoas estará restrita apenas a serviços tidos como altamente necessários. Indivíduos sem máscara não poderão frequentar espaços públicos ou de uso coletivo; cidadãos com sintomas de gripe só estão autorizados a deixar suas residências para frequentar consultas médicas e exames.

O secretário de Saúde explicou os motivos que levaram o estado a endurecer as medidas no Triângulo Norte, área que abriga municípios como Uberlândia, Ituiutaba e Monte Carmelo.

“Vemos um aumento da incidência de casos, aumento significativo da participação de pacientes de COVID-19 nas UTIs, aumento da mortalidade na região e um retardo na capacidade de regulação de leitos”, explicou.

“No Noroeste, vemos aumento significativo da incidência de casos e da proporção de leitos de COVID-19 em relação ao total da região, aumento da mortalidade e na regulação de casos”, completou, ao falar da outra região a entrar na onda roxa.

Zema: números refletem virada do ano


Nesta quarta-feira, Minas registrou o segundo maior número de óbitos em 24 horas, com 227 vítimas. A maior taxa foi registrada há menos de um mês, em 10 de fevereiro, quando o novo coronavírus fez 243 vítimas em um só dia. O estado totaliza 893.645 casos e 18.872 mortes. 

Ao comentar a aceleração dos números da pandemia, o governador Romeu Zema (Novo) fez menção aos festejos de fim de ano e às variantes que circulam pelo território nacional.

“Se o Brasil tivesse, hoje, as mesmas taxas de óbitos que temos em Minas, 70 mil vidas teriam sido poupadas, o que é substancial. O que nós tivemos, em todo o Brasil — e em algumas regiões de formas mais acentuadas que em Minas — foram as festas natalinas, a virada de ano e meses de férias. Isso acabou provocando, como se vê pelos dados estatísticos, aumento generalizado de casos e óbitos. Concomitantemente, vimos surgir as mutações”.

A vacinação segue em ritmo lento. Ao todo, 635.176 pessoas foram vacinadas contra a doença, sendo que 274.501 receberam a segunda dose do imunizante. O Plano Nacional de Imunização (PNI) prevê a proteção de ao menos 10 milhões de mineiros. Ou seja: metade da população


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