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Estado de Minas CRIME

Dois são presos no Barreiro por prática de aborto e ocultação de cadáver

Mulher pediu ajuda ao homem para tirar a criança. Feto foi deixado no meio da rua


03/03/2021 18:32 - atualizado 03/03/2021 19:39

Delegado Frederico Abelha (C) coordenou as investigações do caso(foto: PCMG/Divulgação)
Delegado Frederico Abelha (C) coordenou as investigações do caso (foto: PCMG/Divulgação)

Com a ajuda de câmeras de segurança, a Polícia Civil prendeu em flagrante uma mulher, de 34 anos, e um homem, de 23, acusados pelos crimes de aborto e ocultação de cadáver. O feto foi localizado na manhã dessa segunda-feira (1º/3), numa calçada no Bairro Cardoso, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte.

Ao ser presa, a mulher, mãe da criança, alegou ter cometido o crime porque estava desempregada e não tinha condições de criar o filho.

 

Segundo o chefe da Divisão Especializada de Investigação de Crimes Contra a Vida (DICCV), Frederico Abelha, as imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito descartou uma sacola no local onde o feto foi encontrado.

 

“De posse dessas imagens, os policiais passaram a entrevistar moradores do Bairro Cardoso, onde suspeito é bem conhecido. A equipe descobriu o local onde ele morava, foi até a casa dele e o interrogou. Ele não negou os fatos e ainda deu o nome da mãe da criança”, conta o delegado.

 

Logo em seguida, os investigadores foram até a casa da mulher, que não teve como negar, diante das evidências, e acabou confessando a autoria do crime.

Ela contou aos policiais que o filho seria fruto de um relacionamento breve, que durou cerca de um mês.

 

Afirmou ainda que chegou a procurar o pai da criança, quando descobriu a gravidez, para pedir ajuda, mas ele apenas recomendou que ela tomasse chás abortivos.

A mulher admitiu ter ingerido o chá com as ervas indicadas, mas que não fez efeito.

 

Medicamento

 

Ela resolveu, então, pedir ajuda ao homem. Ele indicou um medicamento no valor de R$ 700, que foi comprado e tomado pela grávida.

Há outro envolvido no caso, ainda não identificado, segundo Frederico Abelha. 

 

De acordo com outro delegado que participa das investigações, Alexandre Fonseca, a mulher, ao realizar o aborto, teve o cuidado de usar uma fralda geriátrica para não sujar a casa.

“O suspeito colocou os objetos, a fralda geriátrica com sangue, o edredom da cama e o feto em locais diferentes, a fim de evitar suspeitas sobre ambos. Ele deixou a fralda geriátrica ensanguentada num lixo, na porta de sua casa. O edredom foi colocado na porta da casa da mãe da suspeita. E o feto foi deixado em frente à casa da avó da mulher.”

 

Ainda segundo o delegado, o suspeito contou ter feito o que fez para que a família da mulher ficasse sabendo sobre o aborto. O objetivo era vingar-se dela, que teria espalhado no bairro que ele era soropositivo. Essa versão ainda está sendo investigada.

 

A mulher foi hospitalizada para cuidados médicos. A polícia tenta descobrir onde o medicamento abortivo foi adquirido e quem seria o vendedor.

Nenhum dos dois presos tem antecedentes criminais e a terceira pessoa envolvida no crime ainda não foi localizada.

 

 


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