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Estado de Minas COVID 19

Roubo de respiradores na pandemia: duas pessoas são presas pela PF em Minas

Dois aparelhos foram roubados na Santa Casa de Montes Claros. Um dos envolvidos é um enfermeiro do hospital. Equipamentos já foram devolvidos


27/02/2021 13:14 - atualizado 27/02/2021 13:45


Delegado da PF Gilvan de Pauta (E) e Maurício Sérgio Souza e Silva, superintendente da Casa de Montes Claros, e os respiradores (foto: Luiz Ribeiro/DA Press)
Delegado da PF Gilvan de Pauta (E) e Maurício Sérgio Souza e Silva, superintendente da Casa de Montes Claros, e os respiradores (foto: Luiz Ribeiro/DA Press)
 
Em meio à pandemia, há quem tenta aproveitar da situação para cometer crime, colocando vidas em risco. Foram presas pela Polícia Federal (PF), em Montes Claros (Norte de Minas), neste sábado (27/02), duas pessoas suspeitas de furtarem dois respiradores da Santa Casa da cidade. Os aparelhos são essenciais para salvar vidas dos pacientes graves contaminados pela COVID-19 e foram adquiridos com recursos do Governo Federal para o combate aos efeitos do coronavírus.
 

Conforme informações apuradas junto à direção da Santa Casa, os aparelhos foram roubados por um enfermeiro do pronto socorro do hospital. Ele foi preso na Operação “O2” da Polícia Federal na manhã deste sábado, juntamente com um outro suspeito de envolvimento no crime, cuja identidade não foi divulgada.

 

O fato aconteceu no momento que a Santa Casa enfrenta superlotação por conta do aumento de casos da COVID-19. Na quinta-feira (25/02), por meio de comunicado, o hospital informou que “atingiu o limite de sua capacidade instalada para atendimento aos casos suspeitos e confirmados de coronavírus. Também anunciou que adotou um plano de contingência de leitos destinados a pacientes da doença respiratória e suspendeu o atendimento a pessoas com sintomas gripais.

 

Ainda na quinta-feira, a prefeitura iniciou o toque de recolher, na tentativa de frear o avanço da COVID-19. As medidas mais restritivas das atividades econômicas e da circulação de pessoas serão adotadas por 10 dias. 

 

Os dois aparelhos já foram recuperados e entregues à Santa Casa, maior hospital conveniado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Norte de Minas. Um dos respiradores foi devolvido à Santa Casa pelo próprio enfermeiro envolvido no furto, que foi demitido da instituição. O outro respirador foi recuperado em São Paulo, junto ao fabricante, que tinha recebido o equipamento para manutenção e foi informado pela Santa Casa sobre o furto.

 

Conforme a Policia Federal, o respirador extraviado tinha sido vendido por R$ 25 mil (o nome do comprador não foi divulgado), bem abaixo do preço médio do equipamento no mercado, atualmente, que gira em torno de R$ 100 mil. 

 

O delegado Gilvan de Paula, chefe da Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros, disse que as investigações ainda serão aprofundadas para apurar se existem outras pessoas envolvidas no roubo, revenda, receptação ou mesmo em um “mercado negro” de respiradores, diante da grande demanda desses equipamentos em todo país por conta do agravamento dos casos de coronavírus. 

 

O superintendente da Santa Casa de Montes Claros, Maurício Sérgio Souza e Silva, revelou que a instituição constatou a falta dos dois respiradores há uma semana e, imediatamente, comunicou o fato à Polícia Federal, que iniciou as investigações. 

 

A Santa Casa também repassou para a PF filmagens do seu sistema interno de câmeras de vídeo, que contribuíram para a identificação dos envolvidos no furto dos equipamentos. Os aparelhos teriam sido retirados do hospital pelo enfermeiro dentro de mochilas. Os dois respiradores foram adquiridos pelo hospital em 2019 pelo valor de R$ 49 mil cada.

 

O superintendente Maurício Sérgio Souza e Silva informou que a Santa Casa dispõe de um total de 120 respiradores instalados em seus leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outras unidades clínicas, sendo usados para o tratamento de pacientes graves da COVID-19 e outras doenças. Maurício Sérgio aproveitou a oportunidade para desmentir boato de que a instituição hospitalar estaria enfrentando a falta de oxigênio para o atendimento aos pacientes graves da COVID-19. 


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