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Estado de Minas GASOLINA

Greve dos tanqueiros: BH registra aumento no preço dos combustíveis

Em várias regiões de Belo Horizonte se formaram filas para abastecimento nos postos, nesta sexta-feira. Alguns deles já relatam falta de combustível


26/02/2021 15:11 - atualizado 26/02/2021 17:40

A reportagem do Estado de Minas percorreu a Região da Pampulha e constatou um aumento nos preços dos combustíveis(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press. Brasil)
A reportagem do Estado de Minas percorreu a Região da Pampulha e constatou um aumento nos preços dos combustíveis (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press. Brasil)
A greve dos tanqueiros, que começou nessa quinta-feira (25/2), já está tendo consequências em Belo Horizonte. Em diversas regiões da capital são registradas, desde a manhã desta sexta-feira (26/2), filas quilométricas de veículos nos postos de combustíveis, com reflexos no trânsito. Em alguns deles, já falta etanol e gasolina. E, no embalo, o preço dos combustíveis aumentou. 

A reportagem do Estado de Minas percorreu a Região da Pampulha e constatou a elevação nos preços. A gasolina variava entre R$ 5,12 e R$ 5,39 o litro. Já o álcool era vendido na região por valores entre  R$ 3,59 e R$ 3,89 por litro.
 
Em um posto de gasolina localizado na Av. Silviano Brandão a gasolina já acabou. A PMMG está controlando a situação no local. 

De acordo com o presidente do Sinditanque, Irani Gomes, a categoria reivindica a redução de 3% no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o óleo diesel.

Segundo ele, não há previsão para o fim da greve.

Questionado sobre a fala do governador Romeu Zema (Novo), que afirmou na tarde dessa quinta-feira não ter recebido pedido de reunião por parte dos manifestantes, Irani garantiu que a proposta dos tanqueiros já está "na mesa" do governante. 

Por meio de nota, o Governo de Minas Gerais informou que a Polícia Militar tem acompanhado as manifestações dos transportadores de combustível, “garantindo a fluidez no trânsito e a segurança nos locais em que os caminhões estão parados”.

Além dessa ação, viaturas da PMMG estão patrulhando o entorno da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de BH, de forma a garantir que os motoristas que transportam combustíveis e que não aderiram à paralisação mantenham suas atividades.
 
Ver galeria . 10 Fotos Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press. Brasil
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press. Brasil )
 
O Minaspetro, entidade que representa os cerca de 4,5 mil postos de combustíveis do estado, apurou que vários postos já sentem os efeitos da greve, com dificuldades para fazer pedidos juntos às distribuidoras de combustíveis e abastecer os caminhões próprios nas bases, em virtude do bloqueio da entrada e saída de veículos pelos grevistas.
 
A instituição confirmou que alguns locais já estão sem gasolina.  


Filas


Em toda a Belo Horizonte, filas enormes nos postos preocupam a população. Pelas redes sociais é possível ver imagens dos locais lotados de veículos.

Bairros como Gutierrez, Buritis, Castelo, Funcionários, Palmares, Sagrada Família, Luxemburgo e a Região da Pampulha tiveram registros de filas.

OUtra reclamação foi em relação aos preços cobrados nos postos.


Trânsito


A greve e a corrida por combustível também impactaram o trânsito da capital mineira.

Questionada sobre os pontos de congestionamento a BHTrans confirmou os reflexos.
 
Segundo o órgão, a região da Av. Amazonas, Av. Nossa Senhora do Carmo, a Av. Tereza Cristina e a Av. Contorno estão engarrafadas. 
 
 
Por meio do aplicativo Waze é possível constatar que todas as regiões da cidade estão com pelo menos 2 pontos de congestionamento.


Veja o mapa


Manifestação


Na tarde dessa quinta-feira, uma carreata de caminhoneiros contornou a Cidade AdministrativaA manifestação saiu da BR-381, em Betim, e seguiu em direção à sede oficial do governo de Minas Gerais.

Os mais de 200 motoristas de caminhões-tanques pediam uma audiência com o governador.
 
Ver galeria . 10 Fotos Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press. Brasil
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press. Brasil )
 
 
Romeu Zema esclareceu, em nota, que as recentes mudanças no preço dos combustíveis não são em função do ICMS, mas sim da política de preços praticada pela Petrobras.

“O estado reafirma seu compromisso de não promover o aumento de nenhuma alíquota de ICMS até que seja possível começar a trabalhar pela redução efetiva da carga tributária”, informou.

Ainda segundo a nota, no momento, em função da situação financeira do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar a receita sem qualquer movimento de renúncia fiscal, o que impossibilita a redução da alíquota. 
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Kelen Cristina


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