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Estado de Minas OPERAÇÃO TERCEIRA PARCELA

PF percorre 39 cidades mineiras contra fraudes no Auxílio Emergencial

Operação foi desencadeada na manhã desta quinta-feira em Minas Gerais e outros três estados


18/02/2021 08:37 - atualizado 18/02/2021 17:44

Ao todo, são 73 mandados, sendo 66 em Minas e sete em mais três estados(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Ao todo, são 73 mandados, sendo 66 em Minas e sete em mais três estados (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Duzentos policiais federais percorrem 39 cidades mineiras nesta quinta-feira (18/02) atrás de beneficiários de fraudes no Auxílio Emergencial, benefício destinado à população de baixa renda no ano passado, em função da pandemia da COVID-19. A chamada Operação Terceira Parcela também é realizada nos estados da Bahia, Tocantins e Paraíba, onde são cumpridos sete mandados judiciais. 

“Nesta primeira etapa da investigação, são alvos os beneficiários de pagamento de contas com valores obtidos com o desvio de auxílios emergenciais”, informa a Polícia Federal (PF). “O objetivo da operação é desestruturar ações que causam prejuízo ao programa assistencial e, por consequência, atingem a parcela da população que necessita desses valores”.

Foram cumpridos 66 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e em outros 38 municípios:
  1. Araguari
  2. Betim
  3. Caetanópolis
  4. Campanha
  5. Campestre
  6. Contagem
  7. Cristiano Otoni
  8. Divinópolis
  9. Dores de Campos
  10. Governador Valadares
  11. Itamarandiba
  12. Ituiutaba
  13. Jaíba
  14. Juiz de Fora
  15. Lagoa Santa
  16. Luz
  17. Machado
  18. Mateus Leme
  19. Montes Claros
  20. Mutum
  21. Nova Lima
  22. Paracatu
  23. Paraopeba
  24. Passos
  25. Patos de Minas
  26. Poços de Caldas
  27. Pouso Alegre
  28. Presidente Olegário
  29. Ribeirão das Neves
  30. Sabará
  31. Salinas
  32. Santa Maria de Itabira
  33. Santo Antônio do Monte
  34. São João Nepomuceno
  35. Sete Lagoas
  36. Uberlândia
  37. Unaí
  38. Volta Grande

Como funciona

A operação é resultado de um trabalho conjunto da PF com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério da Cidadania, Caixa Econômica Federal, Receita Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), que formam a Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE).

O primeiro tratamento das informações, com cruzamento de dados e aplicação de filtros, é feito pelo Ministério da Cidadania e pela Caixa. As comunicações de irregularidades são enviadas ao banco, que verifica se houve fraude no pagamento.

São os casos em que o Auxílio Emergencial foi entregue a uma pessoa diferente da que possui o direito de receber o benefício. Isso pode ocorrer por clonagem de cartão e acesso indevido a sistemas e contas, entre outras hipóteses.

Nos casos em que a instituição financeira confirma a irregularidade, os dados são enviados à Polícia Federal para que integrem a Base Nacional de Fraudes no Auxílio Emergencial (BNFAE). A ferramenta é utilizada para identificar a atuação de grupos criminosos.

Investigações continuam 

“É importante destacarmos que, mesmo depois de finalizado o pagamento das parcelas do Auxílio Emergencial, as investigações continuam e têm gerado resultados como a Operação Terceira Parcela. Isso mostra que não deixaremos impunes quem se aproveitou de um momento de calamidade pública para desviar recursos voltados aos mais vulneráveis e que a estratégia integrada por diversas instituições tem sido eficiente no combate às fraudes ao benefício”, afirmou Marcos Paulo Cardoso, secretário de Avaliação e Gestão da Informação, do Ministério da Cidadania.

O Ministério da Cidadania é responsável por receber e tratar denúncias, repassando as informações para a ação dos demais órgãos no combate aos crimes relacionados aos pagamentos do benefício, que ultrapassou o número de 68 milhões de cidadãos elegíveis, o que representa 32,2% da população e cerca de 40% das residências, em um investimento de cerca de R$ 294 bilhões para pagamento das parcelas.

Memória

Em duas operações da Polícia Federal, promovidas em novembro e dezembro de 2020, foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão e 13 mandados de sequestro de bens, em pelo menos 14 estados.


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