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Estado de Minas COVID-19

Covax vai enviar vacinas ao Brasil

País deve receber em fevereiro de 10 milhões a 14 milhões de doses da Oxford/Astrazeneca


31/01/2021 04:00 - atualizado 30/01/2021 20:48

A produção da vacina, que no Brasil é em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), faz parte do consórcio formado por 191 países (foto: JUSTIN TALLIS/AFP)
A produção da vacina, que no Brasil é em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), faz parte do consórcio formado por 191 países (foto: JUSTIN TALLIS/AFP)

O Ministério da Saúde informou ontem que a aliança Covax Facility enviará ao Brasil a partir de fevereiro de 10 milhões a 14 milhões de doses da vacina de Oxford/Astrazeneca, que no país é produzida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pasta diz que recebeu uma carta do consórcio internacional informando sobre o envio.

A Covax Facility é uma aliança internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), coordenada pela Aliança Gavi, com o objetivo de garantir a produção de imunizantes contra a COVID-19 e o acesso igualitário à imunização.

O consórcio é formado por 191 países. Brasil, Argentina e México estão entre os países latino-americanos que se manifestaram a favor da aliança Covax. Estados Unidos, China, União Europeia e Rússia, no entanto, indicaram que não farão parte da coalizão por enquanto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que a maioria das vacinas em desenvolvimento no mundo para COVID-19 não terá sucesso. Menos de 10 dos cerca de 170 projetos de vacinas contra o Sars-CoV-2, o vírus que causa o novo coronavírus, estão na fase 3 de seus testes, que define seu sucesso ou fracasso.

"Os governos estão sob pressão para garantir o abastecimento de suas populações daquelas vacinas que tiverem sucesso. Se os governos competirem, a maioria dos países pode ficar de fora", alerta a OMS. A Covax é parte do Access to COVID-19 Tools (ACT) Accelerator, mecanismo que a OMS criou em resposta à pandemia.

SPUTNIK V 


O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que o governo federal comprará a vacina russa Sputnik V caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove o imunizante. "Se a Anvisa aprovar, a gente vai comprar a Sputnik. Tem um 'cheque' meu, assinado em dezembro, de R$ 20 bilhões para comprar esse material", disse a jornalistas após passeio de moto pela capital.

O chefe do Executivo ainda voltou a citar uma iniciativa do ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para financiamento de uma vacina nacional contra a COVID-19, mas não citou a fonte de verbas.

"O Marcos Pontes, por exemplo, está atrás de R$ 300 milhões para desenvolver a vacina brasileira. A partir do princípio que esse vírus veio para ficar, nada como ter uma vacina nossa. Seria muito bom, mas estamos com problemas no orçamento. Temos um teto. As dificuldades são enormes. Eu disse há um tempo atrás que estamos quebrados economicamente, desceram o cacete em mim. Agora cada vez mais o orçamento é menor tendo em vista a emenda do teto lá atrás. Estamos fazendo o que nós podemos e um pouco mais do normal, mesmo com esse recurso que temos aí", alegou.

Bolsonaro repetiu que não pode estipular uma data para a chegada de novos lotes de imunizantes indianos e que a relação com a China e a Índia 'vai muito bem'. "Não posso precisar data. Nosso relacionamento com a China e com a Índia vai muito bem. Sem problema nenhum. O próprio embaixador da China disse que não tinha nenhum óbice político e sim, burocrático, apenas. Agora, da minha parte, passou pela Anvisa, nós compramos. E o Brasil cada vez mais está vacinando e se não me engano, está entre os 10 mais que vacinou. Agora está o mundo todo procurando a vacina."

Por fim, o mandatário voltou a comentar sobre a validade de imunização das vacinas. "Alguém sabe me dizer a qual a validade da vacina? A pessoa toma e fica imune por quanto tempo? Parece que são seis meses então a gente vai ter que conviver com isso. Alguns dizem que sou insensível. É uma realidade. Eu dizia lá atrás. É uma chuva. Temos que voltar a trabalhar", concluiu.

Mesmo em fabricação no país, a Sputnik V não pode ser usada em território nacional enquanto não receber autorização Anvisa. A intenção da empresa era importar da Rússia, em fevereiro, 10 milhões de doses.

No entanto, a agência reguladora devolveu o pedido, por considerar que não houve cumprimento dos requisitos mínimos, inclusive a falta de testes clínicos no Brasil, para avaliar a eficácia da vacina em humanos. Assim, as doses fabricadas em território nacional serão exportadas para países em que a Sputnik V recebeu autorização, como Argentina e Bolívia.



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