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Estado de Minas AUTOMATIZAÇÃO

Projeto-piloto monitora uso da água por telemetria

Medições e coleta de dados feitas pelo Igam são enviados por satélite ou internet a uma central de informações, onde serão consultadas por usuários e gestores


25/01/2021 13:14 - atualizado 25/01/2021 13:36

Objetivo do projeto é acompanhar, de forma automatizada, vazão dos rios mineiros em regiões marcadas pela escassez hídrica(foto: Igam/Divulgação)
Objetivo do projeto é acompanhar, de forma automatizada, vazão dos rios mineiros em regiões marcadas pela escassez hídrica (foto: Igam/Divulgação)
O Instituto de Gestão das águas de Minas Gerais (Igam) iniciou um projeto pioneiro em solução ambientalmente sustentável em áreas de conflito pelo uso da água, na Bacia do Entre Ribeiros, região Noroeste do estado. O ribeirão Entre Ribeiros é um importante afluente do Rio Paracatu, o maior afluente do Rio São Francisco.

Foram instalados equipamentos para estruturação do primeiro sistema de monitoramento de recursos hídricos por telemetria do estado. O objetivo  é acompanhar, de forma automatizada, vazão dos rios mineiros em regiões marcadas pela escassez hídrica.

O monitoramento por telemetria faz medições e coleta de dados, que são enviados por satélite ou internet a uma central de informações, onde poderão ser consultadas pelos usuários e pelo órgão gestor de recursos hídricos. A tecnologia se tornou uma exigência para a concessão de novas outorgas a partir da publicação da Portaria Igam nº 48, em outubro de 2019.
 
Nesta primeira fase do projeto-piloto, serão instalados protótipos compostos por hidrômetros, horímetros (um dispositivo de rastreamento e monitoramento GPS para estimar a manutenção preventiva, totalizando o tempo de funcionamento de equipamentos e máquinas) e sondas de fluxo residual em propriedades rurais localizadas às margens da bacia hidrográfica.

Cada protótipo integrará uma Unidade Demonstrativa de Sistema. “Desta forma, poderemos avaliar a melhor resposta e validar o melhor produto, levando em conta o menor custo de implantação, de operação e de manutenção”, revela a analista de agronegócios do Sebrae Minas, Fabiana Vilela.
 
Para o diretor-geral do Igam, Marcelo da Fonseca, a instalação dos primeiros protótipos será crucial para demonstração da viabilidade do projeto. “A partir de agora, os usuários visualizarão os benefícios da tecnologia para a gestão local da água, e o Igam poderá dar início à construção de um moderno sistema de monitoramento por telemetria, garantindo maior eficiência na gestão das áreas de conflito pelo uso de recursos hídricos”, destaca.
 
Desenvolvido conjuntamente pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Associação dos Produtores Rurais e Irrigantes do Noroeste de Minas Gerais (Irriganor) e usuários da Bacia do Entre Ribeiros, o projeto conta com a participação de seis empresas de tecnologia responsáveis pela implantação de metodologias para estruturação de um sistema de verificação remota do uso da água.
 
“As funções e critérios de alerta são inseridos na plataforma a partir de dados coletados e simulados em sistemas computacionais que apresentam garantias para o cumprimento de condicionantes junto ao Igam, tais como vazões residuais e cones de rebaixamento de lençol, a partir dos estudos de cada seção de controle ou microbacia hidrográfica”, explica Leonardo Vinícius Borges, diretor da Agromine.

A Agromine integra com outras cinco um pool que desenvolve protótipos dentro do projeto-piloto por meio do aplicativo Hydricflow, que apresenta funções e critérios de alerta definidos após inserção de modelos hidrológicos e hidrogeológicos em um sistema integrado.


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