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Estado de Minas

Excedentes em concursos dos Bombeiros e PM protestam no Centro de BH

Após acamparem em frente a casa do governador Romeu Zema, grupo fez manifestação na Praça Sete pedindo a convocação


11/12/2020 13:25 - atualizado 11/12/2020 13:35

Manifestantes exibiram faixas na Praça Sete, Centro de Belo Horizonte(foto: Hugo Leonardo/Divulgação)
Manifestantes exibiram faixas na Praça Sete, Centro de Belo Horizonte (foto: Hugo Leonardo/Divulgação)


Candidatos excedentes dos concursos públicos para a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) protestaram, no fim da manhã desta sexta-feira, na Praça Sete, Centro de Belo Horizonte, para cobrar mais uma vez a convocação pelo governo de Minas. 


Hoje, segurando faixas com as reivindicações, eles fecharam cruzamentos na Praça Sete e houve buzinaço dos motoristas. 



“Estamos aqui manifestando nossa indignação com o governo porque, durante dois anos de certame, foram adiados quatro vezes tanto o concurso da Polícia Militar quando o dos Bombeiros. E a todo momento nos foi prometida a nomeação devido ao grande déficit que está alarmante nas duas (corporações)”, disse à reportagem do Estado de Minas o eletromecânico Hugo Leandro Braga, de 27 anos, excedende do concurso do Corpo de Bombeiros. 

Segundo os manifestantes, o governador Romeu Zema teria afirmado que serão realizados novos concursos, mas eles ressaltam que uma nova tentativa é inviável para muitos aprovados nos certames anteriores.  “Temos vários pais de família que investiram tudo, dinheiro, saíram do serviço, já passaram dos 30 anos. Temos várias pessoas aqui que não têm condições de fazer mais um certame”, ressalta Braga, que afirma ter tentado concursos pra as duas corporações por quatro ou cinco vezes.  “O concurso da Polícia Militar exige graduação. As pessoas precisam se formar, precisam se preparar, fazer cursinho. Não tem ninguém aqui que é rico”, enfatiza. 

Para o candidato, convocar os excedentes seria uma forma de poupar dinheiro dos cofres públicos de Minas. “É uma grande economia para o estado porque o processo seletivo é muito demorado. Tem que contratar a banca, a corporação gasta muito dinheiro, gasta tempo. E os dois comandantes falaram que têm um grande interesse em nomear a gente por causa do déficit e porque já estão preparadas”, alega. Os candidatos estão dispostos a aceitar uma convocação mesmo que seja em 2021.

O Estado de Minas entrou em contato com o governo para comentar a situação e aguarda resposta. 


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