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Estado de Minas NA IGREJA MATRIZ

Heróis do século 21 recebem homenagem nos 300 anos de Minas

Profissionais de saúde são homenageados em Caeté, Região Metropolitana de Bh, durante cerimônia cívica e cultural no Memorial dos Emboabas


02/12/2020 10:34 - atualizado 02/12/2020 11:12

(foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
(foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)

No dia em que Minas Gerais celebra os 300 anos de autonomia política e administrativa, a partir da criação da Capitania de Minas, em 2 de dezembro de 1720, os grandes heróis homenageados são os profissionais de saúde que lutam bravamente para salvar vidas em tempos da pandemia do novo coronavírus.

Para celebrar a data, Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, promove na manhã desta quarta-feira (2/12) cerimônia cívica e cultural no Memorial dos Emboabas, na frente da Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso.

De acordo com a prefeitura local, são respeitados todos os protocolos sanitários para evitar aglomeração e a transmissão do vírus causador da COVID-19. 

Em Minas, estão programadas várias atividades, a partir de hoje, para celebrar os 300 anos, a exemplo de lançamento de livros, palestras online e seminários virtuais.

Nesta quarta-feira (2/12), às 18h30, na capital, o governador Romeu Zema participará da cerimônia comemorativa dos 300 anos, no Palácio da Liberdade, inaugurando também a iluminação da Praça da Liberdade e programação cultural do projeto 300 + 1, que se estenderá em 2021.

Os profissionais que atuam em hospitais, clínicas, unidades de pronto-atendimento são representados, na cerimônia, pelo secretário de Saúde de Caeté, Alisson Vitor Marques, sendo entregue, pelo prefeito reeleito Lucas Coelho Ferreira, um placa de honra ao mérito.

A Prefeitura de Caeté informa que a celebração será feita em pareceria com a Associação das Cidades Históricas e municípios do Circuito do Ouro.

Emboabas

Um dos pontos importantes do encontro será para lembrar a Guerra dos Emboabas (1707-1709): no distrito de Morro Vermelho, a seis quilômetros do Centro de Caeté, ocorreu a primeira eleição direta para governador das Américas, Manuel Nunes Viana (1670-1738), à revelia da coroa portuguesa.

(foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
(foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)


"Não se pode falar sobre a história de Minas sem destacar a Guerra dos Emboabas", diz o secretário Municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio, Marcos Luciano de Figueiredo.

A programação incluiu a leitura do alvará datado de 2 de dezembro de 1720, assinado pelo rei de Portugal, dom João V (1689-1750), que especifica a delimitação do território da Capitania de Minas, a organização administrativa e as questões jurídicas, seguindo-se a entrega à comunidade de um pelourinho, restaurado, que representa, na avaliação dis organizadores, um símbolo de reflexão sobre o suplício da escravidão no Brasil.

A leitura do alvará régio foi feita pela estudante de história Ágata Santos.

Também foram lançados aos ares balões vermelhos e brancos, nas cores da bandeira mineira, com os nomes dos 853 municípios do estado. Tudo isso ao som de 'Oh! Minas Gerais!'.

O monumento em pedra de cantaria fica em frente da Escola Municipal Doutor João Pinheiro, local mais adequado, segundo o secretário, pois ali funcionou, no período colonial, a Casa de Câmara e Cadeia.

A cidade, antiga Vila Nova da Rainha, de recebe de volta a Capela do Cordão de São Francisco, do final do século 18, que foi restaurada e se encontrava fechada havia 10 anos.

Da cerimônia cívica e cultural constou ainda a apresentação de um trabalho em arte digital sobre a Capela do Rosário localizada em Morro Vermelho Vermelho e, além de templo de religiosidade, se transformou em ícone de Caeté e remete aos tempos da Guerra dos Emboabas.

A solenidade será presidida pelo prefeito reeleito de Caeté, Lucas Coelho Ferreira.

História

Um dos destaques da história de Caeté está na Guerra dos Emboabas. No início do século 18, os paulistas, descobridores das minas, estavam estabelecidos nos arraiais que iam de Caeté a São João del-Rei.

(foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
(foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)


Atraídos pelas riquezas, os emboabas, grupo formado por portugueses, baianos e pernambucanos, também chamados de reinóis e forasteiros, chegaram em massa, invadindo a área e revoltando os pioneiros.

A disputa pelo ouro e pelo poder – acima de tudo, uma disputa política, em torno dos principais cargos e postos da administração montada na região – levou a conflitos armados e à escolha, em 1707, de um emboaba para governador, à revelia da coroa portuguesa.

Ninguém sabe o número exato de mortos e feridos, mas os pesquisadores têm uma certeza: a guerra abriu caminho para uma série de levantes, como a Sedição de Vila Rica (1720), a Inconfidência Mineira (1789) e para a criação das primeiras vilas do ouro. Além disso, gerou um clima de “rebeldia”, permitiu o aprendizado da luta política e marcou um endurecimento das relações entre a colônia e a metrópole.

História e Cultura


Veja as atividades para celebrar os 300 anos de criação da Capitania de Minas

Quarta-feira (2)

10h - Palestra Minas Gerais no imaginário setecentista: entre o sonho e o pesadelo, da professora de história Adriana Romeiro, da Universidade Federal de Minas Gerais. Promoção do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, com transmissão pelo canal virtual do IHGMG.

Dia 10 de dezembro

Lançamento do livro Orbe e Encruzilhada, da Editora UFMG, sob coordenação do professor José Newton Coelho Meneses, com 29 autores em 14 capítulos.

Dia 16 de dezembro

Lançamento do livro Minas Gerais 300 anos, organizado pela professora Márcia Maria Duarte dos Santos e e por Adalberto Andrade Mateus, do Instituto Histórico e geográfico de Minas Gerais (IHGMG). No Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com horário a ser definido.


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