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Estado de Minas CLANDESTINOS

Operação da PF investiga emigração ilegal de Minas para os EUA

Os policiais federais estão nas cidades de Caratinga e Tarumirim cumprindo três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Manhuaçu


02/12/2020 08:53 - atualizado 02/12/2020 09:42

Tarumirim, cidade localizada a 75 quilômetros de Governador Valadares, também está na rota da emigração ilegal(foto: Reprodução redes sociais)
Tarumirim, cidade localizada a 75 quilômetros de Governador Valadares, também está na rota da emigração ilegal (foto: Reprodução redes sociais)
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (2/12), a Operação “Lei do Retorno”, para combater a promoção de entrada ilegal de brasileiro em país estrangeiro, praticada por associação criminosa sediada na região de Caratinga, MG, no leste de Minas.

A investigação, de acordo com a Polícia Federal, faz parte de ação de cooperação policial internacional contra o tráfico de pessoas. Policiais Federais do Brasil que atuam na Adidância da PF em Washington, EUA, realizaram diligências em parceria com autoridades policiais norte-americanas e encaminharam à Polícia Federal, no Brasil, dados que levaram à identificação de agenciadores. 
 
Na investigação, a Polícia Federal identificou as pessoas que, visando a obtenção de vantagem econômica, estariam promovendo a entrada massiva e clandestina de brasileiros nos Estados Unidos. De acordo com a PF, as vítimas dessas pessoas investigadas, "eram submetidas a condições degradantes durante a imigração e desembolsavam entre 15 e 18 mil dólares pela logística da viagem (passagens aéreas, hospedagens, transportes terrestres e contratação) em solo mexicano".
 
Parte dos valores era paga aos guias denominados "coiotes", responsáveis pela travessia da fronteira com os EUA. Um brasileiro de Tarumirim (MG), preso em agosto de 2020 pela Polícia de Fronteira dos EUA, por ingresso ilegal e enviado de volta ao México, foi encontrado morto 11 dias depois em área da fronteira entre El Paso e Texas.
 
Uma das linhas investigativas considera a hipótese de que o homicídio decorreu da impossibilidade de arcar com dívidas assumidas junto aos coiotes, parceiros dos agenciadores da região de Caratinga.

A PF representou por três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Única da Justiça Federal em Manhuaçu, MG, e cumpridos em Caratinga e Tarumirim. Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa e e promoção, por qualquer meio, com o fim de obter vantagem econômica, a entrada ilegal de brasileiro em país estrangeiro, cujas penas somadas podem chegar a mais de nove anos de reclusão, se condenados.


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