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Estado de Minas PANDEMIA

Kalil prega respeito à COVID-19 e diz que 'baderneiros' podem ser presos; entenda

Prefeitura vai endurecer processo de fiscalização de aglomerações em estabelecimentos e eventos


25/11/2020 14:32 - atualizado 25/11/2020 17:17

Prefeitura de BH quer coibir descumprimento de regras adotadas em virtude da pandemia.(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Prefeitura de BH quer coibir descumprimento de regras adotadas em virtude da pandemia. (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
O crescimento dos indicadores que norteiam a situação do novo coronavírus em Belo Horizonte — como o número de casos e mortes — tem preocupado a administração municipal. Nesta quarta-feira, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) garantiu que “baderneiros”e descumpridores das restrições tomadas ante a pandemia podem ser presos. Donos de estabelecimentos que estiverem ignorando medidas como o distanciamento serão detidos se resistirem ao fechamento de suas portas.

“Temos autoridade, segundo a Polícia Militar, para prender irresponsáveis, além de fechar os estabelecimentos. As notificações, as ‘notinhas’ e as ‘multinhas’ acabaram. Vamos lacrar estabelecimentos. Estamos avisando aos baderneiros: vão ser presos”, afirmou o prefeito, em entrevista coletiva, assegurando que o Executivo municipal monitora, nas redes sociais, possíveis pontos de descumprimento das regras.

Citando o artigo 268 do Código Penal, que trata de sanções aos que infringirem medidas tomadas pelo poder público para desacelerar a propagação de infecções, o tenente-coronel da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Gianfranco Caiafa, assegurou o respaldo ao poder público.

“Às pessoas que insistirem em não fechar (seus estabelecimentos, há vários ordenamentos jurídicos que garantem o poder de polícia da prefeitura”, sustentou. "Chegou o momento das pessoas entenderem que, se elas não colaborarem, o Estado vai adotar medidas mais fortes: o fechamento (do estabelecimento) e, se houver resistência, a prisão”, completou.

Comandante do policiamento em BH, Webster Wadim explicou que o objetivo primário da fiscalização é conscientizar os belo-horizontinos sobre a necessidade do respeito às medidas preventivas. “Esperamos não precisar chegar a esse extremo. Tenho certeza que a população vai atender ao pedido do prefeito, se conscientizar e cumprir os regramentos”, projetou.

Falando sobre o “poder de polícia” dado à PBH, Kalil alertou que a falta de cooperação pode trazer prejuízos à economia local. “Que os comerciantes tomem conta. Caso contrário, não vamos chegar até o Natal. Amanhã poderemos estar aqui fechando tudo”, sentenciou.

Apelo por uso de máscaras


Durante a entrevista, integrantes da administração municipal falaram sobre a importância das máscaras faciais. O secretário de Saúde, Jackson Machado Pinto, cobrou esforços da população na fiscalização.

“Fiscalizo quem está perto de mim. Todos têm que fazer isso. Não entraria em um ônibus e me sentaria ao lado de quem está sem máscara”, exemplificou.

Sérgio Prates, responsável por comandar os guardas municipais belo-horizontinos, disse que multas continuarão sendo aplicadas aos que se recusarem a colocar a proteção.

“Não é papel dos órgãos de fiscalização ter uma postura que afronte o direito de ninguém, mas não nos furtaremos a continuar nesse esforço. É preciso que, individualmente, a gente volte a ter medidas que, no início, eram percebidas como esforço coletivo”, pediu.


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