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Estado de Minas CASO BACKER

Após pedido do MP, Justiça determina quebra de sigilo bancário de sócios da Backer

Decisão também ordenou o cancelamento dos passaportes dos denunciados, para que não saiam do país, além da suspensão de atividades de empresas relacionadas à marca


24/11/2020 19:28 - atualizado 24/11/2020 19:51

Templo Cervejeiro foi reaberto no mês passado pela Backer(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Templo Cervejeiro foi reaberto no mês passado pela Backer (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
A 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte acolheu, nesta terça-feira (24/11), o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal dos sócios-proprietários da Cervejaria Backer, que fabricava a Belorizontina, que intoxicou pessoas, deixando 10 mortos e 16 em estado grave.

A decisão também prevê o cancelamento de passaportes e a ordem para que os envolvidos não deixem o Brasil, além da suspensão de atividades das empresas relacionadas à marca.

No mês passado, a Backer realizou uma festa para "relançar" a cerveja Capitão Senra, no Templo Cervejeiro, no Bairro Olhos D'Água, em Belo Horizonte. De acordo com uma fonte ouvida pelo Estado de Minas, o evento foi feito só para convidados, com direito a um chef de cozinha renomado. O Ministério Público classificou o fato como um “desrespeito às vítimas”.

“Para o MPMG, o relançamento de cerveja da marca que provocou a morte e lesão corporal de inúmeros consumidores constituiu verdadeiro desrespeito às vítimas e demonstram a intenção dos sócios em continuarem a produção e venda do produto, em verdadeira continuidade delitiva”, disse o órgão, em nota.

Dias depois, a Backer negou realização da festa e disse que precisaria retornar com serviços e produtos, justificando a reabertura do Templo Cervejeiro.

O Estado de Minas entrou em contato com a Cervejaria Backer sobre a decisão desta terça e aguarda resposta.

O caso 


De acordo com denúncia do Ministério Público, o Caso Backer deixou 10 mortos e 16 pessoas com quadros de saúde graves. O inquérito da Polícia Civil terminou com 11 indiciados: uma testemunha que mentiu; o chefe da manutenção, por omissão; seis responsáveis técnicos por homicídio culposo, lesão corporal culposa e por agirem com culpa na contaminação; e, por fim, três gestores da Backer indiciados por atos na pós-produção. 

Um dos indiciados pela Polícia Civil morreu no mês passado. Paulo Luiz Lopes era um dos responsáveis técnicos da cervejaria e foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC)

No início de setembro, o MP denunciou 10 pessoas à Justiça, entre sócios-proprietários da Backer e responsáveis técnicos.


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