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Estado de Minas PREOCUPAÇÃO

Vítima da Backer que teve rim doado pela mulher é internado

Cristiano Mauro Assis Gomes teve citomegalovírus e está com a suspeita de rejeição do órgão transplantado


18/11/2020 18:50 - atualizado 18/11/2020 19:24

Cristiano Gomes está internado no Felício Rocho (foto: Reprodução/Instagram @flaviaschayer)
Cristiano Gomes está internado no Felício Rocho (foto: Reprodução/Instagram @flaviaschayer)
O professor Cristiano Mauro Assis Gomes, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que foi uma das vítimas de intoxicação provocada por uma cerveja produzida pela Backer, voltou a ser hospitalizado neste mês em Belo Horizonte. Cristiano, que, em setembro, havia recebido um rim da esposa, Flávia Schayer, contraiu citomegalovírus e agora há a suspeita de o órgão ter sido rejeitado pelo organismo.

 

No último dia 7, Flávia registrou, em suas redes sociais, a chegada de Cristiano em um hospital da rede particular de Belo Horizonte. Na ocasião, a esposa do professor informou que havia a suspeita de citomegalovírus, capaz de provocar infecção nos receptores de transplantes renais.


Já nessa terça-feira (17), Flávia, também pelas redes sociais, disse que o marido estava sendo bem avaliado e que de domingo para segunda o professor apresentou febre e que a creatinina - resíduo produzido pela quebra de uma proteína chamada creatina fosfato - havia aumentado. Quando constata-se creatinina alta, significa que os rins não estão funcionando corretamente. Por isso, existe a suspeita de que o órgão tenha sido rejeitado. Uma biópsia foi realizada ainda nessa terça em Cristiano. O resultado, de acordo com Flávia, deve sair no fim desta semana.

"Não dormi. Passei a madrugada rezando. Deus vai escutar nossas preces", publicou a esposa do professor, que constantemente compartilha mensagens de esperança nas redes sociais. "Este vírus vai ser só mais um desafio a ser superado nesse ano de 2020. Ano que vem, 2021, tudo isso vai ter ficado para trás", escreveu Flávia.

Durante a internação de Cristiano, Flávia também tem publicado diversas imagens do professor. Em uma delas, a vítima de intoxicação aparece tocando uma guitarra, com a seguinte legenda na imagem: “Eu e minha guitarra para suportar a dor do insuportável.”

Intoxicação

Cristiano tomou cerca de 30 garrafas da Belorizontina ao longo do mês de dezembro. No dia 30 de novembro, ele já havia consumido sete em uma festa num sítio de amigos e passou mal. Depois disso, ele bebeu cerca de uma por noite no mês seguinte. No dia 21 de dezembro, consumiu aproximadamente cinco garrafas e não se sentiu bem nos dias seguintes. Na antevéspera do Natal, ele foi internado no Hospital Biocor.

A hemodiálise começou justamente na data comemorativa. Quatro dias depois, o drama da família aumentou, quando Cristiano deu entrada no CTI, onde permaneceu por 44 dias. Os sintomas neurológicos começaram em 1º de janeiro.

O caso

De acordo com denúncia do Ministério Público, o Caso Backer deixou 10 mortos e 16 pessoas com quadros de saúde graves. O inquérito da Polícia Civil terminou com 11 indiciados: uma testemunha que mentiu; o chefe da manutenção, por omissão; seis responsáveis técnicos por homicídio culposo, lesão corporal culposa e por agirem com culpa na contaminação; e, por fim, três gestores da Backer indiciados por atos na pós-produção. No início de setembro, o MP denunciou 10 pessoas à Justiça, entre sócios-proprietários da Backer e responsáveis técnicos.


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