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Estado de Minas AVC

Caso Backer: réu, ex-responsável técnico da empresa morre

Paulo Luiz Lopes foi um dos 11 indiciados pela Polícia Civil no inquérito que investigou a intoxicação por dietilenoglicol


05/11/2020 20:40 - atualizado 05/11/2020 20:56

Quase um ano depois, Caso Backer ainda repercute: um dos 11 réus morreu vítima de AVC(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press - 10/01/2020)
Quase um ano depois, Caso Backer ainda repercute: um dos 11 réus morreu vítima de AVC (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press - 10/01/2020)

Um dos 11 réus do Caso Backer, o responsável técnico da cervejaria, Paulo Luiz Lopes, morreu. A informação foi anexada ao processo penal que corre na 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte pelo advogado do homem, Fábio Presoti Alves.

 

Com isso, o réu não pode mais ser julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ele respondia por homicídio culposo, lesão corporal culposa e por agir com culpa na contaminação.

 

O processo penal não cita a razão da morte do réu, mas informações do portal R7 dão conta que a causa foi um acidente vascular cerebral (AVC).

 

Paulo Luiz Lopes, conforme informações de suas redes sociais, trabalhou na Backer por nove anos e seis meses, entre agosto de 2010 e janeiro deste ano, data em que o escândalo começou a ser investigado.

 

Técnico em química e engenheiro de produção, ele também trabalhou centro de pesquisas CSEM Brasil.

 

Além de Paulo, o processo tem outros 10 réus. Entre eles estão três gestores da Backer, todos da família Lebbos: Ana Paula Silva Lebbos, Hayan Franco Khalil Lebbos e Munir Franco Khalil Lebbos.

 

Ainda fazem parte do processo penal outros cinco responsáveis técnicos, que ocupavam cargos parecidos com o de Paulo.

 

A Polícia Civil também indiciou uma testemunha que mentiu e o chefe de manutenção da Backer.

 

O Caso Backer, até o momento, vitimou 29 pessoas. Dessas, 10 morreram e parte das outras 19 ficaram com sequelas por conta da intoxicação por dietilenoglicol.

 

A substância química foi encontrada em dezenas de lotes de diferentes rótulos da empresa, sobretudo na marca Belorizontina.

 

Ela era usada no processo de fabricação na etapa de resfriamento, mas em hipótese alguma poderia ter contato com a cerveja.

 

A reportagem procurou a Backer para que a empresa se manifeste sobre a morte do ex-funcionário, mas não houve resposta até essa publicação. A matéria será atualizada caso a cervejaria se posicione. 


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