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Estado de Minas ESQUEMA CRIMINOSO

Polícia 'estoura' galpão em Contagem com 40 toneladas de carga sem nota fiscal

Corporação suspeita que o carregamento de polvilho, óleo de soja e outros itens encontrados no local seja roubado; empresa que vende produtos levou golpe de R$ 1,693 milhões


04/11/2020 18:52 - atualizado 04/11/2020 19:33

Galpão localizado pela Polícia Civil em Contagem abrigava mais de 40 toneladas de produtos(foto: PCMG/Divulgação)
Galpão localizado pela Polícia Civil em Contagem abrigava mais de 40 toneladas de produtos (foto: PCMG/Divulgação)
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu, na tarde dessa terça-feira (3), 40 toneladas de polvilho, 600 galões com 18 litros de óleo de soja, entre outros produtos em um galpão situado em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

A corporação suspeita que o material foi roubado de distribuidores e produtores de alimentos. Uma das empresas lesadas, sediada no Sul do país, levou prejuízo de R$ 1,693 milhões. Três pessoas foram presas na operação. 

Segundo o chefe da Divisão Operacional de Crimes contra o Patrimônio da PCMG, César Matoso, as investigações tiveram início em junho, quando um desses fornecedores, com sede no Paraná, acionou a polícia ao perceber que tinha sido vítima de um golpe após a venda de 1.194 toneladas em mercadorias – 514 de polvilho e 180 de fécula de mandioca. 

De acordo com a apuração, criminosos se passaram por representantes de empresas renomadas e idôneas para adquirir os produtos de forma fraudulenta. Durante o deslocamento da carga, roubaram o material, nas proximidades de Paranavaí (PR).

Em 3 novembro, a quadrilha agiu novamente. A vítima, desta vez, foi uma empresa de Goiás, que teve 13 toneladas de óleo de soja roubados nas BR-262, próximo a Araxá, no Alto Paranaíba. A carga era avaliada em R$ 29 mil. 

Notas fiscais falsas


Conforme a polícia, após o furto, as mercadorias eram ‘esquentadas’ com notas fiscais falsas e distribuída para outros estados, incluindo Minas Gerais.

“É uma quadrilha com atuação em várias frentes, em várias unidades da federação. Tudo indica que estelionatários de São Paulo ficavam responsáveis pela aquisição fraudulenta dos produtos. Havia também o núcleo de roubo, que atuava nas estradas para furtar os caminhões. E, no galpão de Contagem, prendemos três suspeitos de participar da receptação do material”, explica o delegado César Matoso. 

Além do polvilho e do óleo, os agentes encontraram no depósito de Contagem 600 caixas de ketchup e 600 de cola. A origem dos produtos ainda está sendo verificada. Entre os presos na operação estão dois homens de 46 anos e um de 60. 

“Eles foram levados para a delegacia e inicialmente apresentaram notas fiscais das mercadorias. Em uma checagem inicial nós estamos fazendo contato com as Fazendas de Minas e de outros estados para confirmarmos a veracidade das notas. Pelo código de barras e qualidade da mercadoria, já sabemos que elas foram roubadas", afirmou Matoso. 

A PCMG informou que ainda trabalha para localizar os demais integrantes da organização criminosa, em cooperação com polícias de outros estados. 


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