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Estado de Minas HOMICÍDIO

Polícia prende advogado suspeito de ser mandante de assassinato de colega

Corpo foi encontrado em junho, próximo a uma fazenda em Funilândia


03/11/2020 20:18 - atualizado 04/11/2020 17:02

Thiago Fonseca estava foragido e foi preso em BH, nesta terça-feira(foto: Polícia Civil/Reprodução)
Thiago Fonseca estava foragido e foi preso em BH, nesta terça-feira (foto: Polícia Civil/Reprodução)
A Polícia Civil prendeu na tarde desta terça-feira, em Belo Horizonte, o advogado Thiago Fonseca, de 33 anos, suspeito de ter sido o mandante do assassinato do também advogado Juliano Cesar Gomes, de 37, cujo corpo foi encontrado em 9 de junho, numa estrada próxima a Funilândia, a 30 quilômetros de Sete Lagoas.

Na ocasião, os executores do crime foram presos, mas o suposto mandante encontrava-se foragido. A motivação do crime seria uma queima de arquivo.

O advogado morto estava desaparecido desde 21 de maio, quando foi visto pela última vez. Ele teria saído de casa para se encontrar com uma mulher, mas esse encontro acabou não se realizando, pois a vítima teria sido atraída pelo então amigo para a Praça da Cemig, em Conmtagem.

Sabe-se que ele teria sido morto por dois homens, que já estariam presos. Na época, havia várias suspeitas, uma delas, por ele ter defendido o ex-presidente do Partido Socialista Cristão (PSC) Victor Nósseis no processo contra o atual presidente do partido, Pastor Everaldo, pedindo sua destituição do cargo.

Em 16 de maio, Juliano conseguira a primeira vitória, quando uma denúncia contra o Pastor Everaldo foi entregue no Palácio do Planalto e outra no Ministério da Justiça, destinada ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao então ministro da Justiça Sergio Moro, respectivamente.

Mas existe ainda uma segunda hipótese, a de que o mandante não estaria satisfeito com o amigo, que teria sido arrolado como testemunha de um crime do qual Fonseca seria o réu.

 

Thiago Fonseca, que estava foragido, negou participação no crime e chegou a dizer que estava sendo "coagido, perseguido e ameaçado".


A investigação está a cargo da delegada Marina Andrade, de Sete Lagoas, uma vez que o corpo foi encontrado em sua jurisdição.

As investigações, no entanto, foram feitas em parceria com a Polícia Civil de Belo Horizonte.


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