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Estado de Minas UBERABA

Analista de sistemas diz ter sofrido racismo por parte de dona de clínica de estética

Ele alegou à PM que a mulher o impediu de entrar no estabelecimento. 'Foi um ato de racismo porque ela inventou uma desculpa para que eu não entrasse'.


28/10/2020 15:22 - atualizado 28/10/2020 16:02

Família de Rodrigo o acompanhou no registrou da ocorrência(foto: Divulgação)
Família de Rodrigo o acompanhou no registrou da ocorrência (foto: Divulgação)
O analista de sistemas Rodrigo Roel Costa Junior, de 24 anos, disse ter sofrido racismo por parte de uma dona de clínica de estética, situada nas proximidades de um shopping de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Em seu depoimento à polícia, ela negou o crime.
 
Rodrigo contou que no início da tarde desta terça-feira (27) tinha a intenção de marcar uma avaliação na clínica, mas foi impedido pela dona de entrar no estabelecimento e, por isso, registrou boletim de ocorrência na PM. “No local há câmeras de segurança que comprovam que ela não me deixou entrar. Eu queria ter registrado como racismo, mas registraram como: impede acesso a comércio/não serve cliente”, declarou Rodrigo.
 
 
“Quando cheguei na entrada, a porta estava entre aberta. Ela rapidamente saiu da bancada e usando os dois braços me impediu de entrar, dizendo que não teria nenhum horário naquele momento, devido a pandemia, e que era para eu voltar ou ligar em novembro, sendo que depois fechou a porta na minha cara. Por ela ter corrido em direção até a porta, quando eu cheguei no local, eu senti que ela me descriminou. Foi um ato de racismo porque ela inventou uma desculpa para que eu não entrasse no estabelecimento dela”, considerou Rodrigo que, em seguida, ligou para a sua mãe. “Então, ela ligou no local e conseguiu marcar um horário de consulta no mesmo dia, às 17h30”, disse, indignado. 
 
Revoltado com a situação, Rodrigo disse também que uma funcionária da clínica lhe disse que não é de costume as pessoas serem atendidas do lado de fora. “A moça me disse que eles costumam abrir a porta para os visitantes, os convidam para entrar e inicia uma conversa, falando sobre as consultas; o que não ocorreu comigo”.
 
Segundo informações do depoimento da dona da clínica, registrado pela PM, ela abordou Rodrigo de forma educada e que não permitiu a entrada dele no local, uma vez que ele não pediu para entrar no estabelecimento. Ela disse ainda que tem o hábito de abordar as pessoas na porta da clínica devido a pandemia da COVID-19. Sobre a ligação da mãe de Rodrigo, ela afirmou à PM ter marcado o horário porque algumas vezes pessoas desistem de agendamentos. Alegou também à PM que não praticou nenhum crime relacionado a discriminação quanto a raça ou cor da pele. 


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