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Estado de Minas SUPERLOTAÇÃO

Fhemig reconhece que João XXIII opera acima de sua capacidade

Fundação se manifestou sobre as denúncias feitas por funcionários da unidade de saúde e afirmou que hospital opera com cerca de 120% de sua capacidade


13/10/2020 13:20 - atualizado 13/10/2020 13:59

Pacientes recebem transfusão de sangue no corredor do Hospital João XXIII(foto: Redes Sociais/Reprodução)
Pacientes recebem transfusão de sangue no corredor do Hospital João XXIII (foto: Redes Sociais/Reprodução)
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) se manifestou nesta terça-feira (13) a respeito das denúncias feitas por funcionários do Hospital João XXIII quanto às condições de trabalho no local. Em nota, a Fhemig admitiu que a unidade de saúde opera com cerca de 120% de sua capacidade.

A Fhemig informou ainda que não havia sido notificada pela Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), que está à frente do movimento, sobre a manifestação, “assim como o Hospital João XXIII, que também não foi informado pela associação e não teve conhecimento prévio das denúncias”, afirma trecho da nota.

Disse ainda que, por se tratar de um pronto-socorro referência em traumas, queimaduras e outras urgências graves de todo o estado, o Hospital João XXIII tem alta taxa de ocupação e que, no momento, está operando com cerca de 120% de sua capacidade. “Mesmo com essa lotação, continua a garantir a qualidade de seu atendimento e a segurança de seus pacientes, resguardados por rígidos padrões clínicos e sanitários”. 

A Fhemig disse ainda que considera as manifestações “intempestivas” e que elas afetam ainda mais o cotidiano do hospital. “Dessa forma, apesar de a Fhemig manter o diálogo com os representantes dos servidores periodicamente, a decisão de promover uma paralisação nesse momento crítico, sem aviso prévio, gera significativos impactos no atendimento, principalmente aos casos de urgência”.

Os trabalhadores defendem que as reivindicações já foram solicitadas por meio de documentos enviados à administração do hospital, que é feita pela Fhemig e que “é um dever ético não compactuar com situações que ameaçam a continuidade do trabalho de qualidade prestado no HPS”.

Superlotação e risco 
 
Videos de dentro do hospital mostram pacientes recebendo cuidados médicos pelos corredores em meio a pandemia de COVID-19. As imagens foram registradas durante os meses de agosto a outubro. Nelas, é possível notar a superlotação na unidade e pacientes acamados recebendo atendimento e medicação nos corredores do hospital.

Leia a nota na íntegra 

"A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informa que, até o momento, não foi notificada pela Asthemg sobre o movimento, assim como o Hospital João XXIII, que também não foi informado pela associação e não teve conhecimento prévio das denúncias.

A Fhemig esclarece ainda que o Hospital João XXIII é referência no atendimento a traumas, queimaduras e outras urgências graves; portanto, cabe à unidade receber os casos, que são atendidos em primeiro momento. Conforme o quadro clínico, os pacientes são encaminhados para a Central de Internação, aguardando transferência, fluxo adotado desde sempre pelo hospital.

Por se tratar de um pronto-socorro, referência para todo o estado, o Hospital João XXIII possui alta taxa de ocupação. No momento, está operando com cerca de 120% de sua capacidade. Mesmo com essa lotação, continua a garantir a qualidade de seu atendimento e a segurança de seus pacientes, resguardados por rígidos padrões clínicos e sanitários.

A manutenção da escala de servidores completa tem sido dificultada devido aos afastamentos daqueles que pertencem ao grupo de risco durante a pandemia.

Consideramos que manifestações tempestivas afetam ainda mais o cotidiano do hospital em um momento onde todos os esforços são necessários, comprometendo irresponsavelmente a assistência. Dessa forma, apesar da Fhemig manter o diálogo com os representantes dos servidores periodicamente, a decisão de promover uma paralisação nesse momento crítico, sem aviso prévio, gera significativos impactos no atendimento, principalmente aos casos de urgência.

O Hospital João XXIII está se esforçando para dar continuidade aos seus relevantes serviços em um cenário desfavorável, mantendo a população mineira assistida nesse momento, assim como sempre atuou na saúde pública - com seriedade e compromisso."
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  


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