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Estado de Minas INVESTIGAÇÃO

Operação na Câmara de BH também envolve PM e ex-agente penitenciário

Presos estão ligados à investigação de homicídio. Polícia Civil cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão em Belo Horizonte, na região metropolitana e no Centro-Oeste do estado


21/08/2020 17:38 - atualizado 21/08/2020 18:04

Coletiva de imprensa no DHPP com inspetor Otávio Rocha, delegado Emerson Morais, delegada Letícia Gamboge e tenente-coronel Gláucio Porto Alves(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
Coletiva de imprensa no DHPP com inspetor Otávio Rocha, delegado Emerson Morais, delegada Letícia Gamboge e tenente-coronel Gláucio Porto Alves (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concedeu uma coletiva de imprensa para falar sobre a operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (21) em Belo Horizonte, região metropolitana e no Centro-Oeste do estado. Um dos mandados de apreensão foi cumprido no gabinete do vereador Ronaldo Batista (PSC) 
As investigações apuram um crime de homicídio, cuja investigação ainda está em segredo de Justiça. Durante o pronunciamento, a polícia informou que, entre os alvos da operação, ainda havia um soldado da Polícia Militar que estava na ativa, um ex-agente penitenciário e dois sobrinhos dele. Os quatro foram presos.

A ação contou com 200 policiais civis, 50 viaturas e apoio aéreo para cumprir 21 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão em Belo Horizonte e região metropolitana. Um mandado de prisão ainda está em aberto. A Polícia Civil não confirmou quem seria o quinto envolvido.

De acordo com a delegada-geral Letícia Gamboge, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), houve apreensão de dispositivos informáticos, dinheiro e arma de fogo, mas ela não especificou em qual local. "A investigação ainda está em andamento e tramita em segredo de Justiça. Com a conclusão dessa investigação, vamos dar outros detalhes", disse.

Segundo o delegado Emerson Morais, chefe da Divisão de Crimes Contra a Vida, “trata-se de um consórcio criminoso” e a divulgação de detalhes neste momento inicial das investigações poderia atrapalhar a polícia a identificar pessoas ligadas ao grupo.

Ainda de acordo com Morais, outros suspeitos podem estar ligados à logística do crime, desde os atos preparatórios até a execução.

O subcorregedor da Polícia Militar, tenente-coronel Gláucio Porto Alves, informou que o policial envolvido no caso já foi encaminhado a uma unidade militar prisional. “Não compactuamos e vamos aguardar as investigações para dar prosseguimento aos trâmites legais”, afirmou. 

Buscas no gabinete


Mais cedo, policiais civis estiveram no gabinete do parlamentar. A reportagem do Estado de Minas esteve no local e registrou os policiais recolhendo várias CPUs. A assessoria de Batista informou que ele está contribuindo com as investigações.

Durante a entrevista coletiva, os advogados do vereador estavam na delegacia, mas ainda não sabiam do que se tratava o caso.


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