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Estado de Minas

Condenado por estuprar menina de 2 anos é preso em Ouro Preto

Homem era vizinho da criança e foi condenado a oito anos de prisão. Delegada fala da importância de pais ou responsáveis terem diálogo aberto e estarem atentos: 'o amor requer cuidado e proteção'


20/08/2020 11:50 - atualizado 20/08/2020 12:05

O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Betim no último dia 14(foto: Polícia Civil/Divulgação)
O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Betim no último dia 14 (foto: Polícia Civil/Divulgação)


Foi preso nessa quarta-feira em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, um homem de 36 anos condenado por estupro de vulnerável. O crime ocorreu em 2009 em Betim, na Grande BH. Na época, a vítima tinha apenas 2 anos, mas conseguiu relatar o abuso. A delegada responsável pela prisão faz um alerta à sociedade para que as pessoas estejam atentas às crianças para evitar esse tipo de caso e identificar vítimas. 

Segundo a Polícia Civil, o homem era vizinho da criança da qual abusou sexualmente. Ela foi levada para a casa dele e, depois, encontrada pela mãe com as roupas sujas de sangue. 

Conforme a delegada Ariadne Elloise, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) de Betim, ele chegou a ser preso em flagrante na época, mas foi solto meses depois e respondia em liberdade. O caso transitou em julgado e ele foi condenado a oito anos de prisão em regime fechado. O mandado foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Betim no último dia 14. Levantamentos indicaram que o homem estava em Ouro Preto e, com apoio da delegacia regional da cidade histórica, os investigadores da Deam foram ao município e o prenderam ontem. 



Em uma semana em que casos de estupro de vulnerável estão em evidência, após uma menina de 10 anos precisar ser submetida a um procedimento de aborto legal depois de ter sido estuprada pelo tio no Espírito Santo, os relatos servem de alerta, segundo a delegada. Nesta quinta-feira, ao Estado de Minas, Ariadne Elloise falou da importância de que esses crimes sejam sempre denunciados, já que que a subnotificação é comum. 

“A pessoa tem que ser responsabilizada. Neste caso demorou, mas ele vai cumprir a pena dele. É preciso pelo menos diminuir a possibilidade de essas pessoas cometerem crimes semelhantes com outras vítimas. Quando há responsabilização, é mais difícil que ela cometa”, enfatiza a delegada.  Ela reforça que repercussão incentiva outras vítimas a ter coragem para denunciar a violência. 

Alerta aos pais e responsáveis


A delegada da Deam de Betim diz que pais ou responsáveis devem trabalhar para manter um diálogo aberto com as crianças e adolescentes. “Eles são seres em desenvolvimento. É normal a criança que sofre abuso se sentir culpada, envergonhada, sentir medo do autor, até por ameaça. Se os pais não deixarem os filhos à vontade para relatar qualquer coisa, isso não vai ser falado, ou talvez muito mais tarde”, afirma. 

Ariadne Elloise orienta que os adultos estejam atentos aos sinais. “Não é só a criança não querer ir para a casa de alguém. Tem que procurar saber porque ela não quer ir, perguntar se aconteceu alguma coisa. Ver mudanças na escola. Às vezes a vítima começa a regredir, fica mais chorosa, mais isolada. É complicado porque pode levar até a uma tentativa de suicídio, porque o trauma emocional e físico é muito grande”, diz a delegada. 

Ela também explica que os pais devem monitorar o acesso das crianças e adolescentes à internet, pois é grande o caso de crimes virtuais dessa natureza. “Eu sei que na vida moderna fica todo mundo na correria, mas o amor requer cuidado e proteção”, conclui. 


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